Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 11/09/2019
De acordo com o pensador Mário Sergio Cortella, a integridade protege a vida, preserva o bem comum e cultiva a justiça. Nesse sentido, encaixa-se o contexto sobre os desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética, devido as formas de como realiza-se o progresso científico e à falha de um Estado inerte. Dessa maneira, medidas sociopolíticas devem ser debatidas e compreendidas, uma vez que a educação reflexiva e o amparo ao indivíduo são essenciais para contrapor essa problemática.
Nessa circunstância, é importante ressaltar a educação como um propulsor das mudanças sociais. Hoje, ao ocupar uma boa posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente a oposta, e esse contraste de desenvoltura é, certamente, refletido na antiética. Sob esse âmbito, segundo o site UOL, essa realidade é justificável, já que a dificuldade em promover uma boa formação pedagógica é o resultado de apenas 40% das escolas públicas possuírem uma grade curricular com disciplinas de caráter reflexivo. Em meio a isso, faz-se necessário maiores investimentos nesse setor, uma vez que proporciona valores morais e, dessa forma, poderá libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado, a irreflexão.
Outrossim, é indubitável que a transgressão à Constituição e sua aplicabilidade estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Jhon Locke, a política deve ser usada de modo que, por meio de um convênio social, o bem-estar seja alcançado. No entanto, por não haver um órgão público especializado em fiscalizar o desenvolvimento da biotecnologia a favor da vida humana, é perceptível que o aparato estatal rompe com essa harmonia, visto que não assegura a cidadania e o amparo ao indivíduo. Desse modo, percebe-se que a dificuldade em lidar com esse problema e seus efeitos mostra-se fruto de um Estado falho, no qual desconsidera a visão de um regime defensor e a responsabilidade com seus deveres.
Convém, portanto, medidas para reverter tal situação. Nesse contexto, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Ciência, investir na fiscalização da biotecnologia, ao criar leis que limitem sua atuação diante dos dilemas morais a fim de obter um desenvolvimento que respeite os regulamentos e afirme os valores sociais. É imprescindível, também, que o Poder Público destine maiores investimentos às escolas para promover a formação de cidadãos éticos e estimular o pensamento crítico, por intermédio de palestras e debates em grupo, a respeito desse tema, ao visar amparar o indivíduo. E a sociedade, por fim, necessita tomar conhecimento dessa problemática mediante as pesquisas autônomas para tornar-se o órgão regulador do meio. Só então, o significado da integridade exposto por Mário Sergio Cortella poderá ser compreendida e a conciliação entre ética e biotecnologia estabelecida.