Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 14/10/2019

A revolução verde representa o conjunto de inovações tecnológicas na área agrícola, na qual elevou-se a produção de alimentos na década de setenta. Contudo, apesar de o desenvolvimento da biotecnologia poder promover melhorias na qualidade de vida da sociedade, caso não seja vinculada á ética, consequências negativas formam desafios para a sua difusão. Nessa ótica, fatores contrastantes como a fabricação de armas biológicas e o tratamento de doenças, são resultados da conciliação ou não entre ambas.

Em primeiro plano, é válido ressaltar o perigo do uso inadequado da ciência. Sob esse viés, de acordo com os pensadores da escola Frankfurt, a sociedade contemporânea capitalista manipula e domina a economia, uma vez que o mercado produz com o propósito de lucrar financeiramente e, muitas vezes, a moralidade da produção não é tida como relevante. De maneira análoga, doenças usadas como armas biológicas na segunda guerra mundial, como a peste bubônica utilizada pelo Japão sobre a China, não só expressa o avanço tecnológico da ciência, mas também a sua desconciliação com a ética, haja vista ao interesse financeiro do fabricante em restrição aos danos irreversíveis causados por milhares de mortes no conflito.

Sob outra perspectiva, a biotecnologia  proporciona vertentes para o avanço da medicina. Nesse sentido, a leucemia é um tipo agressivo de câncer na medula óssea que, embora seja uma doença grave, o progresso no tratamento com células-tronco, as quais são capazes de se diferenciar em qualquer outra, tem se mostrado eficaz. Isto posto, se torna evidente a relevância da tecnologia, assim como o seu desenvolvimento no século XXI no setor de saúde pública para tratar enfermidades. Sob esse viés, com a união de princípios morais e do desenvolvimento tecnológico, a inovação científica se desenvolve em prol da qualidade de vida da população.

Logo, para transcender os desafios que impedem o desenvolvimento da tecnologia ligada a ciência, é necessário rígidas medidas governamentais. Portanto, o Estado em conjunto do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, responsável pela administração do setor biotecnológico brasileiro, deve prevenir atividades imorais em pesquisas e projetos, por meio de organizações com agentes especializados para fiscalizá-los,  no intuito de punir irregularidades. Ademais, deve ser aumentado o número de aulas sobre ética na grade curricular dos cursos que envolvem pesquisas das universidades, como objetivo de formar profissionais voltados a produzir propostas que beneficiem a sociedade como um todo, como a revolução verde e a o tratamento de doenças.