Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 17/09/2019
Ações para a conciliação da ética com a biotecnologia na agricultura brasileira
Desde a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando bens materiais em detrimento de valores humanos. Por essa razão, a biotecnologia na agricultura está diariamente em conflito com os princípios éticos no Brasil contemporâneo, problema fomentado continuamente pela ampliação do uso de sementes transgênicas e pelos interesses econômicos nacionais, ocasionando graves problemas ambientais principalmente no cerrado brasileiro e afetando a saúde da população tupiniquim. Destarte, medidas são necessárias para resolver o impasse e promover a ética no ramo da biotecnologia.
Incontestavelmente, ‘’temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo’’, dizia o pacifista indiano, Mahatma Gandhi. Nesse contexto, vê-se a importância das ações coletivas na contribuição para um mundo harmônico e ético. Entretanto, o uso indiscriminado de fertilizantes e sementes transgênicas por parte da comunidade cientifica aliada ao setor de agricultura, segundo o jornal da TV Cultura, contribuirá no aumento de doenças graves como o câncer no cenário canarinho, problema que é proporcionado pela ausência de ética na distribuição de suplementos modificados geneticamente, já que o país visa maior lucro em detrimento da saúde coletiva.
Outrossim, ‘‘é errôneo servir-se de meios imorais para alcançar objetivos morais’’, dizia o ativista americano, Martin Luther King. Nesse sentido, análogo ao cenário corruptível brasileiro aliado ao interesse econômico nacional, a monocultura de transgênicos, além de contribuir para o desmatamento, impulsiona a destruição por contaminação e erosão do solo no bioma do cerrado que, ainda segundo o jornal da TV Cultura, polui e degrada a área externa como também o meio interno, onde há a ocorrência de aquíferos, fato que prejudicará as gerações futuras.
Logo, conforme a teoria Newtoniana, cada ação gera uma reação. Portanto, o Ministério da Agricultura, juntamente ao Poder Legislativo, deve estabelecer regras que garantam a diminuição do uso de sementes transgênicas e incentivar, através de leis, o cultivo mais sustentável de plantas através de métodos como a rotação de culturas, a fim de inibir a degradação do solo. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente precisa investir em maior fiscalização, no setor da produção de sementes geneticamente modificadas, com o auxílio de profissionais especializados, proibindo o uso de substâncias nocivas à população, na intenção de autorizar apenas os métodos científicos que sejam complacentes com a saúde coletiva, como também com o equilíbrio ambiental. Assim, o conjunto dessas ações contribuirão para a conciliação da biotecnologia com a ética no Brasil contemporâneo.