Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 18/09/2019

Respeito mútuo entre indivíduo e desenvolvimento.

O século XX caracterizou-se por inúmeros conflitos, dentre eles, a Segunda Guerra Mundial. Ideologias extremistas limitavam a tolerância, o respeito e a diversidade. A teoria da Eugenia, um claro exemplo disso, explicita a crença exarcebada de que haveria uma raça humana superior às outras pessoas. Passado o século, questões sobre modificação genética, com o intuito de ‘‘melhora’’ biológica, suscitam debates sobre vantagens e desvantagens de seu uso, bem como indagações de qual seria o suposto limite da biotecnologia, atrelada à ética contemporânea.

Durante a década de 1990, trabalhos envolvendo modificação genética avançaram a paços largos. O descobrimento da sequência de nucleotídeos do DNA pelo Projeto Genoma Humano foi uma das descobertas do ramo. Perante a isso, a biotecnologia progride em relação aos caracteres que promovem melhor qualidade de vida e bem estar, pois obtém meios e mecanismos capazes de reiventar tratamentos desgastantes, cujas doenças ainda não possuem cura disponível. Ainda, com a manipulação genética, faz-se possível a produção de hormônios como a insulina, de forma viável, graças a manejos artificiais de transferências de genes humanos, para plasmídeos em laboratório.

Apesar das inúmeras vantagens trazidas pela biotecnologia, essa inovação, às vezes, transpassa irresponsavelmente os valores morais e éticos sociais. Em 2018, por exemplo, cientistas chineses modificaram genes de bebês para, supostamente, proteger os recém nascidos contra o vírus da AIDS; essa intervenção, contudo, não possui comprovações e nem mesmo foi divulgada para a comunidade científica debater. Esse quadro viola seriamente as barreiras nas quais a biotécnologia deve se pautar, porque modificar o material genético, mesmo que correspondido a normas e procedimentos globais, transforma, de forma imprevisível, a cadeia de duplicação de DNA  e, possivelmente, alterará características de futuros herdeiros desse ácido nucleico.

Para conciliar o trabalho genético e a valorização da vida, o Estado deve implementar, por meio de leis transparentes, limites éticos claros para empresas e pesquisadores perante manipulações genéticas. Para definir essas exigências, deve haver a participação ativa da população, por meio de plebiscitos, tanto virtuais como em papéis físicos. Dessa forma, a sociedade em conjunto com o Governo atribuem, pela voz da maioria, o que viola os valores morais da sociedade e que tipo de pesquisa e tecnologia não afeta costumes e crenças da comunidade de modo geral. Assim, haverá a união entre compromisso ético, sem desrespeitos e ausência de moralidade.