Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 25/09/2019

Na Idade Média, as novidades científicas eram consideradas perigosas pela a humanidade. Após centenas de anos, na Guerra Fria, a corrida armamentista fez com que a tecnologia e ciência evoluíssem rapidamente. Assim como na história, em inúmeros períodos, o uso desses avanços varia entre benéfico e maléfico, o que dificulta a aceitação pela população até os dias atuais. Por isso, deve-se considerar que a intervenção científica em termos orgânicos é perigosa, principalmente sem monitoria e descontrolada, e por isso precisa ser discutida.

A priori, é notório que alimentos provenientes da biotecnologia são vantajosos. O economista inglês Thomas Malthus aborda, em sua teoria, que a oferta alimentícia não suprirá a futura demanda populacional. Entretanto, a biotecnologia age em transgênicos, que são plantas geneticamente modificadas para amadurecerem mais rápido e serem mais resistentes à pragas, de modo a equilibrar a oferta e a demanda comestível. Destarte, vê-se obrigatória a ação biotecnológica em prol da humanidade.

Porém, se usada de maneira errada, os avanços podem se tornar retrógrados. O uso dessa ciência para fins estereotipados, como alterar aparências dos filhos, pode aumentar a desigualdade social, já que só as classes mais altas da população teriam acesso a tal serviço. A disputa entre essas classes, como já teorizava o filósofo Karl Marx, traria desvantagens à classe oprimida, que seria retratada como inferior diante aos novos padrões sociais impostos pela classe opressora. De modo similar, o líder alemão Adolf Hitler, por acreditar que sua classe era superior, massacrou milhões de judeus, tragédia que ficou conhecida como o Holocausto.

Portanto, para que a humanidade usufrua de seus avanços tecnológicos sem ferir a ética e a população global, medidas devem ser tomadas. Por isso, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNbio) precisa estabelecer limites, de forma coerente e por especialistas do assunto, ao desenvolvimento, para que não interferiram na saúde populacional. Em paralelo, o Ministério da Cidadania, junto com secretarias municipais, necessita organizar palestras informativas sobre como a biotecnologia afeta nossas vidas diariamente, com apresentadores qualificados. Dessa forma, a tecnologia e a população prosperarão unidas.