Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 29/09/2019

O avanço tecnológico na conjuntura hodierna permeia sobre a ética e o desenvolvimento cientifico. Nesse sentido, destaca-se a inviabilidade médica em prol da subjetiva preservação moral dos preceitos sociais, que aliados ao capital industrial farmacêutico corroboram com a permanência de doenças degenerativas que aumentam o anseio por solução.

De primeira instância, é valido ressaltar a edição genética CRISPR desenvolvida pela engenheira química Emmanuelle Charpentier, capaz de alterar as sequências do DNA com o objetivo de extinguir o risco de anomalias cromossômicas. Apesar de extraordinária, a descoberta reflete o preconceito social sob indivíduos portadores de deficiência e de modo negativo, corrobora com a exclusão social dos mesmos.

Além disso, a lucratividade das indústrias farmacêuticas com a venda de medicamentos é um fator determinante para o avanço econômico, de tal modo o financiamento de pesquisas cientificas serem descartadas. Assim, sob esse ângulo, é possível observar a quebra do contrato social proposta pelo filosofo John Locke, pelo poder público em detrimento do bem-estar civil.

Tendo em vista os argumentos elencados, fica evidente a importância da regulamentação política sobre os avanços da biotecnologia, com o intuito de preservas e colaborar com o avanço social. Logo, é dever da OMS desenvolver protocolos para o controle e estabelecimento de regras e marcos regulatórios através de discussão do aspecto técnico e sócio ambiental junto ao Ministério dos Direitos Humanos para definir os riscos e ganhos advindos da sua utilização em benefício da sociedade.