Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 30/09/2019
Quando Charles Darwin propôs sua teoria sobre a seleção natural, não contava com os avanços tecnológicos que o suscederam. Em sua teoria, a seleção natural vai ao encontro da espécie que melhor se adapta ao meio em que vive. De fato, as inovações principalmente na área da saúde, possibilitam que pacientes têm suas vidas prolongadas por meio de remédios ou cirurgias recém-pesquisadas. Entretanto, esses progressos também trouxeram prejuízos em grande escala para a humanidade.
Em primeiro plano, é necessário apontar que os avanços advém da Primeira Revolução Industrial, em que a necessidade de otimizar as produções era prioridade. Posterior à esse marco na história, estão as duas Guerras Mundiais, que se aproveitaram dessas pesquisas e levaram à campo não só remédios, primeiros socorros em batalhas e uma alimentação compacta e de preparo rápido, como também tecnologias como internet e arsenais de guerra a fim de potencializar a estratégia de combate. Assim como se buscava uma melhoria de condições de vida como saúde, cultivo de alimentos e saneamento básico, vieram como efeito colateral o uso de agentes biológicos para ataques em massa e a contaminação de recursos naturais impedindo suas utilizações pela população.
Outrossim, é válido ressaltar que, aliado a esses fatores, está a inversão de valores sociais daqueles que detém o conhecimento e não aproveitam-no de forma positiva. Assim, o combate à pesquisas com a utilização de meios considerados desreipeitosos aos seres humanos e aos animais vêm ganhando apoio do Poder Judiciário e também de uma parcela da sociedade informada acerca desse tema. Dados da Organização Não-Governamental ‘Ethos’, sobre a influência de alimentos geneticamente modificados alertam que, com essa prática podemos dizimar espécies, por exemplo, da cenoura que conta com mais de trinta espécies com cores e sabores diferentes, porém a mais comercializada é a tradicional laranja.
Com o intuito de amenizar essa problemática, faz-se necessário o alinhamento de Comissões de Ética em Pesquisas e pesquisadores de diversos setores, sob a supervisão dos Ministérios da Ciência e Saúde, com a realização de estudos e debates para se chegar a um consenso sobre bioética para não gerar uma demanda maior que o Judiciário possa suportar e dar sua decisão em tempo hábil. Bem como, o governo deve, por meio dos Ministérios supracitados realizar campanhas para fomentar a sociedade civil acerca de assuntos sobre ética e tecnologia para que cada vez mais a população possa ser responsável e provedora de um ambiente mais sadio e ético para se viver.