Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 01/10/2019

Os conceitos de genética foram feitos por Gregor Mendel. Sendo assim, ele é o autor da principal regra que rege a biotecnologia, a lei da hereditariedade, que consiste em os pais passarem suas características para sua prole. Na sociedade contemporânea, a engenharia genética passa por desafios para ser conciliada a ética por trazer benefícios e malefícios de acordo com seu uso. Assim, fatores econômicos e modificação de genes humanos são principais causadores do impasse.

Em primeiro lugar, cabe salientar que a maioria dos grandes agricultores se importam apenas com o lucro. Dessa forma, com o início das atividades transgênicas, ramo da genética, buscaram alterar as características que limitavam a plantação a um tipo de solo e clima, ou seja, foi adicionado a plantas características de se desenvolver em qualquer local. Como exemplo, pode-se citar a soja que originalmente só poderia ser cultivada nas condições propiciadas no sul do Brasil e hoje está presente em todos os estados do centro-oeste. Essa melhoria fez com que a produção de alimentos aumentassem e seguindo a lei da oferta e procura o preço da comida caiu, tornando mais acessível alimentação. No entanto, mutações realizadas para aumentar a resistência a pesticidas e se ter maior produtividade, ocasiona uma série de prejuízos ao ser humano, como o câncer, gerando problemas de saúde pública em detrimento de maiores ganhos.

Em segundo lugar, a ética avalia o uso da biotecnologia em genes humanos. De acordo com Sócrates, a ética reside na finalidade da ação. Dessa maneira, em consonância com o pensamento socrático, a manipulação do DNA depende do objetivo. Nesse sentido, ao se pensar que pode ser uma forma de doenças incuráveis serem extintas, o uso de artifícios genéticos são imprescindíveis. A exemplo, a fibrose cística que é uma doença no qual a ausência do gene produtor de uma proteína específica limita a vida do seu portador. Não obstante, o uso da engenharia genética para selecionar características dos filhos criará um estereótipo de filhos de rico, pois é um procedimento caro. Em suma, seria um novo tipo de  apartheid no qual as pessoas seriam tratadas conforme suas características físicas, porque indicaria sua classe econômica.

O uso irresponsável da biotecnologia, portanto, deve ser combatido para que possa ser usada como um solucionador de problemas e não causador. Desse modo, o Ministério da Saúde deve criar um canal de denúncias, que poderão ser feitas por meio da internet ou telefone. A partir disso, os casos serão investigados e se considerados inapropriados para o bem social, o laboratório será notificado para encerrar as pesquisas. Somente assim, com a regulação das pesquisas, a sociedade estará protegida contra os abusos genéticos e a relação da biotecnologia com a ética será pacífica.