Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 02/10/2019

O atual cenário da biotecnologia é promissor no que diz respeito a questões de melhoramento genético. Entretanto, é preciso que se concilie isso com a ética, visto que os experimentos realizados pelos países do eixo, na Segunda Guerra Mundial, não respeitou os parâmetros impostos pela comunidade internacional. Outrossim, é importante que haja um incentivo à tecnologia biológica por parte do Estado, desde que ocorra dentro dos princípios impostos pelos órgãos internacionais.

É importante ressaltar, primeiramente, que a biotecnologia é de grande importância para a sociedade, uma vez que há, em estudo, pesquisas com células troncos voltadas à cura de doença, como o alzheimer. Nesse sentido, investir nessa área se torna fundamental para o futuro do homem, pois o aperfeiçoamento genético resultará em uma sociedade mais longeva e produtiva. Dessa forma, fica evidenciada a necessidade do incentivo estatal na consolidação da tecnologia na área da ciência e da saúde.

No entanto, é preciso que haja uma conciliação entre biotecnologia e ética, com o intuito de evitar episódios como os ocorridos nos campos de concentração de judeus, na Alemanha. Analogamente, a divulgação do nascimento de crianças geneticamente modificadas na China, colocou o mundo em alerta, pois o fato ocorrido ocorreu sem nenhuma fiscalização estatal. Nesse contexto, a comunidade internacional, através da OMS (Organização Mundial da Saúde), criticou duramente os responsáveis, que se aproveitaram das barreiras científicas existentes para ficarem mundialmente conhecidos. Diante disso, ficou explícito a necessidade de uma maior proximidade estatal, com o fito de evitar episódios como os citados.

Portanto, o poder público, como órgão máximo de fiscalização dos países, deve criar políticas públicas, que visem fiscalizar e orientar pesquisas científicas em processo de testes. Tal medida ocorrerá por meio da vigilância sanitária e terá por finalidade a conciliação entre biotecnologia e ética, tendo o episódio da China como exemplo a não ser seguido.