Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 04/10/2019
O ano de 2018 ficará marcado na história como aquele em que um cientista Chinês anunciou o nascimento de crianças,modificadas geneticamente em laboratório,imunes ao vírus do HIV.Procedimentos como esse abrem espaço para a discussão sobre o limite ético na biotecnologia,pois a modificação das sequências de DNA de seres humanos e de outras espécies pode representar riscos à vida e à organização social do planeta.
É importante considerar, desse modo,que apesar de representar uma solução viável ao combate de doenças genéticas,como o câncer e a hemofilia,por meio da substituição de genes nocivos durante a fase embrionária,o avanço da manipulação genética humana pode abrir caminho para abismos sociais,pois,a partir da modificação do DNA, poderão ser criados “Super-humanos”,indivíduos com características físicas e intelectuais superiores.
É necessário destacar,também,que a alteração antrópica do DNA não atinge somente a própria espécie humana,mas também as plantas,por exemplo,que durante décadas vêm sendo manipuladas para obtenção de uma agricultura mais produtiva.Porém,o consumo dos OGM(Organismos geneticamente modificados),como são conhecidas essa plantas com DNA alterado,podem representar sérios riscos à saúde humana,pois,segundo o Instituto de Nutrição de York,na Inglaterra,em 1999,houve um aumento de 50% nos casos de alergias a alimentos à base de soja,uma das plantas mais modificadas.
Fica claro,portanto,que o avanço da biotecnologia na manipulação genética pode gerar grandes conflitos éticos e o agravamento das desigualdades sociais e da saúde humana.Para resolver tal problemática,se faz necessária a atuação do Poder Legislativo,por meio de emendas à constituição,proibindo o uso indevido da manipulação do DNA em procedimentos que visam produzir indivíduos superdotados ou organismos agrícolas nocivos à saúde humana.Alcançando,com essa medida,o uso devido e ético da biotecnologia como ferramenta de auxílio à humanidade.