Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 05/10/2019

No filme gattaca, Vincent Freeman sonha em viajar ao espaço, mas pé considerado geneticamente inferior, porém para realizar seu sonho compra os genes de Jerome Morrow assumindo a sua identidade. A sociedade contemporânea demostra que os desafios da conciliação entre a biotecnologia e a ética precisam de reflexão. Assim, casos como o uso de transgênicos e pesquisas com gene humano estão intimamente ligadas.

Com o advento da globalização, o Brasil se tornou o maior exportador de soja do mundo. Entretanto, esse produto só poderia ser cultivado no sul brasileiro e como é sabido a maior parte da sua produção se concentra no centro-oeste. Tal capacidade foi conquistada graças a inserção de um gene no DNA da planta. Em consonância com essa ação, pesquisadores começaram a fazer experimentos com o genoma humano, com o objetivo de melhorar as características que poderiam ser expressas pelos seres humanos e até tratamento de doenças letais, a exemplo a fibrose cística, patologia que mata o portador precocemente pela ausência de uma proteína. Não obstante, foram proibidos de continuar, porque os testes a serem feitos viola questões éticas a nível mundial.

Contudo, a questão está longe de ser resolvida. De acordo com Sócrates, a ética reside na finalidade da ação. Nesse sentido, alguns grupos religiosos representados por políticos influentes são contra o uso da engenharia genética nos humanos, porque para eles o homem é a imagem e semelhança de Deus e deve aceita-lo. Outrossim, no mundo acadêmico, a alteração do genoma humano divide opiniões. Isso porque aqueles que não são favoráveis alegam que se houver efeito colateral, não será apenas um indivíduo que vai sofrer, mas toda a geração posterior, ou seja, aqueles que ainda não nasceram. Esse caso pode ser explicado pela lei da hereditariedade proposta por Gregor Mendel, que consiste no fato que os pais transmitem seu material genético para seus filhos.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para resolver o impasse. Para que a ciência possa evoluir com segurança nas pesquisas sobre alterações no DNA humano, urge que o governo invista em pesquisas por meio das universidades. Essas pesquisas tratará de forma prioritária doenças genéticas que possam ser solucionadas com a mutação e todos os testes devem ser em feitos em animais de laboratório, observando todos os possíveis efeitos colaterais e como as gerações sucessivas do animal irá se comportar. O teste em humanos deverá acontecer apenas com autorização do paciente e este deve saber de todos os riscos e será submetido a restrições, entre elas, não poderá ter filhos após o início do teste para que seu gene não seja multiplicado prevenindo próximas gerações de efeitos adversos que possam vir a acontecer.