Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 12/10/2019
Ao final do século XX, a produção tecnológica iniciada no inicio do século ascendeu-se para a área biológica, mais especificamente para métodos de compreensão e alteração do material genético constituinte nos seres vivos. A maior compreensão do DNA e de suas bases orgânicas possibilitaram nos dias atuais grandes avanços no campo científico, sobretudo nas áreas de produção de alimentos. Todavia é necessário que se avalie em paralelo com seus benefícios, os riscos de se alterar características hereditárias, especialmente em produtos de consumo da população.
Em tese, a produção de sementes modificadas seria um auxilio tanto no combate a fome em países como Haiti e Republica Democrática do Congo, países estes que lideram o GHI ( Índice Global da Fome ), quanto na defasagem de nutrientes apresentada no cardápio alimentício de diversos povos e nações viventes em áreas de solo pobre ou infértil. Entretanto, técnicas de engenharia genética ainda são demasiado recentes no âmbito cientifico e sua utilização em produtos de consumo é questionada por grande parte da comunidade.
Avaliando o fato de que o corpo humano é um sistema complexo e que suas funções atuam sob condições específicas, a ingestão de proteínas artificiais poderia acarretar em diversos malefícios à saúde do indivíduo. Como por exemplo alergias, desequilíbrio hormonal e até mesmo prejuízos à funções celulares importantes. Os possíveis malefícios poderiam ser vistos também nos sistemas ecológicos. À exemplo, a presença de produtores primários geneticamente modificados acarretaria na proliferação de super larvas, promovendo assim uma alteração nas cadeias alimentares e na transferência de matéria de determinado nicho ecológico, fato que colocaria em risco diversas espécies.
Nota-se portanto que, a Biotecnologia como vista atualmente ainda se mostra incerta com relação aos seus benefícios e portanto, sua inserção, principalmente no sistema alimentício vai contra as polícias institucionalizadas pelo código de defesa do consumidor, uma vez que pode colocar em risco a saúde daqueles que realizarem o consumo. Dessa forma, cabe a Policia Federal em parceria com o Ministério da Agricultura inspecionar os produtos comercializados a fim de garantir que não hajam alterações nas características físicas e químicas que possam lesar compradores, a fim de manter um comercio seguro.