Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 07/10/2019
Muitos são os desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética. Embora essa tecnologia tenha trazido grandes avanços para a sociedade, em alguns pontos ela fere o modo de viver das pessoas por causa de aspectos hitóricos e humanitários. Dessa forma, crê-se que o uso da biotecnologia para a obtenção de lucros sem suprir as necessidades socias e para fatos que não beneficiam a vida, rompe com a ética.
Nesse contexto, o uso da biotecnologia para a obtenção de lucros é uma questão histórica e que não supre as necessidades sociais. Sob tal ótica, está a Revolução Verde, em 1960, em que foram criadas novas sementes e em poucos anos foram produzidos alimentos suficientes para atender toda a população mundial, entretanto, isso não aconteceu. É nesse sentido que a biotecnologia não está em consenso com a ética, isso por que segundo a FAO(Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) 870 milhões de pessoas sofrem com a subnutrição no mundo. Torna-se evidente, portanto, que a má distribuição desses alimentos se dá pelo os interesses econômicos do mercado produtor priorizar grandes compradores e países desenvolvidos.
Ademais, o uso da biotecnologia para fatos que não beneficiam a vida entra em discussão com vários aspectos, e portanto, não está em conciliação com a ética. Convém ressaltar que a biotecnologia tem pontos positivos para a sociedade, como o método de eletroforese que pode ser usado para concluir uma investigação criminal, mas também existem pontos negativos que interferem na forma de viver da população e no ciclo natural da vida. Um exemplo dessa situação é a fertilização in vitro para que o casal possa escolher a cor dos olhos da criança e se teriam ou não uma doença. Essa realidade, difere totalmente da ética porque é uma questão não humanitária que reforça esteriótipos e preconceitos.
Em suma, faz-se imprescindível que mudanças sejam feitas para que a biotecnologia e a ética entrem em consenso. Para isso, é necessário que a FAO e os Governos locais distribuam de forma mais igualitária os alimentos. Nesse caso, as sementes modificadas devem ser dadas aos pequenos agricultores dos países subdesenvolvidos, porque dessa forma o que eles colhessem iria para o mercado interno e ficaria a um preço mais acessível para a populção e dessa forma resolveria o problema da subnutrição. É importante, também, que o Governo fiscalize as pesquisas ciéntificas, não para repreende-las mas para verificar o que está de respeito com a ética humana. Aplicando multas para laboratórios e casais que se optarem pela fertilizaçao in vitro façam qualquer escolha sobre a natureza do bebê e manipulem o seu gene. Dessa maneira a biotecnologia e a ética estariam em conciliação.