Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 08/10/2019

Em 1997, o filme ‘‘Gattaca", mostra uma sociedade distópica na qual humanos geneticamente modificados são considerados perfeitos e os concebidos de forma natural são imperfeitos, pois segundo a ficção, podem adquirir doenças sendo fracos fisicamente e emocionalmente. Deste modo, ao que diz respeito aos desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética, suas aplicações teve início e se deu por causa do capitalismo podendo causar impactos futuros aterrorizantes seja, a criação de um super vírus seja, na utilização do humano como arma de guerra. Desta forma, desafios devem ser superados para amenizar está problemática.

Primeiramente, o uso da biotecnologia surgiu a fim de suprir as necessidades de mais alimentos para a crescente população e assim ao editar o genes de plantas poderiam ser cultivadas em áreas antes não propicias. Bem como, a falta de vitamina na alimentação de alguns povos foi suprida como no caso do arroz dourado com enzimas propulsoras da vitamina A. Porém, na contemporaneidade o que começou como uma causa nobre logo se voltou ao olhar para o homem. Assim, como no caso de um homem americano que teve seu DNA editado a fim de células modificados e introduzidas em um vírus pudesse atacar células cancerígenas dentro de seu corpo, não sabendo como o vírus iria se comportar no hospedeiro e colocando em risco todos em sua volta podendo até mesmo matar milhões.

Ademais, na segunda guerra mundial os nazistas realizavam diversos testes em humanos em prol de desenvolver soldados com habilidades de força e com pouca ou nenhuma necessidade de descanso e sono, buscando a perfeição como retratado no filme “Gattaca”. Analogamente, segundo o físico Albert Einten, “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade’’. Logo, a edição genética fere os direitos humanos pois é um campo ainda desconhecido no qual a ganancia pelo poder e dinheiro pode acarretar no fim de nossa espécie.

Portando, é mister que o Estado tome providencias para amenizar o quadro atual. Deste modo, para a conscientização dos laboratórios de biotecnologia, urge que a ONU (Organização Mundial das Nações Unidas), crie um departamento com profissionais especializados para acompanhar e controlar as atividades em todo o mundo por meio, de acordos internacionais com regras e deveres para que assim as potências mundiais que desenvolva atividades envolvendo genética avançada monitorem uma as outras a fim de não utilizar estas tecnologias para fins militares. Ademais, é necessário o incentivo para acompanhar os impactos futuros de ações já realizadas em humanos em prol de amenizar futuros problemas com novos casos. Deste modo, somente assim podemos amenizar esta problemática e não retroceder aos ocorridos na segunda guerra mundial e manter a ética no avanço da ciência.