Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 13/10/2019

A ciência se sobrepôs a dignidade humana. O pensamento de Albert Einstein nos permite refletir, no hodierno, sobre como a conciliação da Biotecnologia e da ética representa um problema a ser enfrentado de forma mais estruturada no Brasil. Nessa perspectiva, convém a análise imprescindível de fatores e consequências, a fim de liquidar essa inercial problemática.

Observa-se, em primeira instância, que conforme a teoria da ação de finalidade social de Max Weber, os indivíduos na sociedade moderna atuam de acordo com propósitos objetivos e egoístas, contrapondo as avaliações morais ou éticas em prol de interesses particulares. Similarmente, percebe-se que o imediatismo científico na busca por melhorias genéticas e produção em massa a baixo custo, oriunda da obtenção exacerbada de lucros, resulta na degradação de áreas ecológicas e possibilidade de contaminação genética. Dessa forma, culminando no fim da biodiversidade ambiental e graves riscos a saúde da população.

Vale ressaltar, ainda, que de acordo com a Lei da Biossegurança, é dever do Estado estabelecer regras e fiscalizar as atividades que envolvam organismos geneticamente modificados. Entretanto, é indubitável que a incúria governamental esteja atrelada a essa complicação. Em análogo, a displicência do aparato público em zelar pelo máximo cumprimento da lei e vigiar as ações empresariais, fomenta na viabilização do enfraquecimento das normas bioéticas no âmbito nacional.

É iniludível, portanto, que urge a necessidade que o Governo Federal em parceria com o Ministério público, devam criar um sistema vanguardeiro de inspeção de pesquisas e testes laboratoriais, com objetivo precaver possíveis arbitrariedades e punir judicialmente as organizações responsáveis, por meio das secretárias de saúde e segurança. Ademais, junto com incentivos fiscais as empresas que cumprirem rigorosamente a conduta vigente. Em suma, visando possibilitar à conciliação da biotecnologia e a ética.