Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 23/10/2019
Desde a terceira Revolução Industrial, ocorrida na virada do século XX para o século XXI, houve o uso intensificado da biotecnologia para fins científicos. No entanto, ao tratar-se do assunto, questões éticas e morais são, em diversas vezes, deixadas de lado. Por conta desse cenário, criam-se diversos desafios para a conciliação da biotecnologia e da ética, tais como a seleção de fenótipos específicos e segregação proposital de genótipos. Dessa forma, é necessário traçar caminhos para o combate acerca da problematização. Primordialmente, a seleção de fenótipos específicos figuram como a principal causa da problemática. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler acreditava que os alemães eram uma raça superior, enquanto os judeus eram inferiores. Analogamente, a biotecnologia está explorando a modificação de fenótipos específicos, assim, iria criar-se um modelo humano tido como ideal pela ciência. Esse cenário mostra-se problemático à medida que iria segregar parte da população e favores o preconceito contra a parcela “diferente” do “modelo tido como ideal”. Assim, é evidente que medidas intervencionistas são necessárias. Ademais, a segregação proposital de genótipos corrobora a problemática. O filme “Gotaka”, conta a trajetória de indivíduos que foram geneticamente modificados e possuem ausência de genótipos como nanismo, gigantismo, microcefalia, entre outros. Assim como em “Gotaka”, os estudos da biogenética preveem o desaparecimento de tipos fenotípicos específicos tidos como anormais, como por exemplo do raquitismo ou má formação congênita. Esse cenário é problemático a medida que trás consigo um grande preconceito, por vezes velado e excludente, que irá marginalizar certa parcela da população ao excluir suas limitações por não ser consideradas “normal”. Diante dos fatos supracitados, a questão abordada ainda é problemática. Logo, é dever do Poder Público garantir que as questões éticas e morais estejam presentes na biotecnologia, por meio da criação de políticas públicas que tornem crime passível de multa e inafiançável a manipulação de genótipos e fenótipos voltado à exclusão de uma parcela social modificação da mesma. Tais medidas tem por finalidade promover a ética ao tratar da biotecnologia.