Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 24/10/2019
No seriado fornecido pela Netflix “seleção artificial”, é revelado uma inovação tecnológica capaz de modificar o gene humano de forma preferencial, mas que acaba causando discórdia quanto a sua liberação. É incontrovertível que, apesar da biotecnologia ser o meio pelo qual é possível obter avanços para a vida humana, ela traz consigo impasses no que tange a ética, tornando-se necessário discussões acerca dos seus malefícios e benefícios. Assim, fica evidente a importância da ciência para a sociedade enquanto não houver desvios na regularidade ética.
A priori, vale destacar que usufruir da ciência sem a obtenção de leis, pode levar a uma desordem irreversível. Durante a segunda guerra, o nazismo criou um estereótipo de raça a ser seguida, a ariana. Assim, criou-se a eugenia, em que qualquer indivíduo diferente do padrão deveria ser executado. Hodiernamente, seguindo os passos em que a tecnologia é capaz de modificar o gene humano antes mesmo do nascimento, a fim de modela-lo ao gosto dos pais, torna-se claro que a volta da realidade nazista não seria utópico, com modificações dos genes para obtenção de crianças de olhos azuis, pele clara e QI alto. Em contrapartida, a discussão da ética humana põe em pauta se há a real necessidade de tal feito, criando barreiras na conciliação entre biotecnologia e ética. Nesse sentido, evidencia-se a relevância de maiores debates acerca de leis que tornem esse binômio coexistentes.
Em segundo plano, cabe analisar que a biotecnologia dentro do politicamente correto é instrumento de evolução mundial. A criação da vacina se deu a partir do teste da inoculação de um vírus em uma criança. Apesar de não haver óbito e uma posterior descoberta para a medicina, houve o impasse entre ética e ciência pela vida da criança em questão. Desse modo, vê-se que é indiscutível a relação mutualística entre a biociência e sociedade, que traz inúmeros benefícios, que além de vacinas oferece também pesquisas na área oncológica, como uma recente pesquisa em que jovens acadêmicos conseguiram tratar cerca de 80% do câncer de um paciente. Nesse sentido, é notório que o incentivo a pesquisas biotecnológicas são necessárias, entretanto, com parâmetros e leis para não ocorrer irregularidades.
Diante do exposto, é evidente que há um impasse acerca da melhoria no estilo de vida da humanidade a partir da tecnologia. Dessa maneira, cabe ao ministério da saúde o incentivo de pesquisa por parte dos acadêmicos, por meio da liberação de verbas, para que haja descobertas e melhorias no âmbito social, como com medicamentos e curas de doenças, com todas ideais sendo passadas por bancadas de auxílio ético, a fim de haver um consenso entre ambos e uma consequente melhoria para a humanidade em escala mundial.