Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 26/10/2019
Na Grécia antiga a cidade-estado Esparta selecionava os nascidos pelas características físicas, se um bebê nascia com algum problema era morto sem piedade. Apesar dessa prática bárbara não existir, atualmente, graças aos avanços científicos, ela foi trocada pela escolha de fenótipos considerados superiores, como cor de olhos. Com isso, é possível destacar a discussão em torno da moralidade sobre os avanços da biotecnologia, se por um lado ela contribui para a medicina, por outro, pode incentivar o pensamento eugenista.
Primeiramente, vale ressaltar a importância da biotecnologia para a saúde humana. Prova disso, é a criação da penicilina descoberta por Alexander Fleming, contribuindo para a atenuação de infecções bacterianas. Diante disso, é necessário que a ciência continue evoluindo, tendo em vista que a medicina é favorecida pelas novas descobertas.
Entretanto, os avanços científicos devem ser supervisionado pela bioética. Movidos pelo pensamento eugenista e transumanista, os nazistas desrespeitaram os direitos humanos diversas vezes, torturando cobaias em nome da ciência. Posto isso, é necessário que a ética freie os exageros científicos, pois como proposto pelo filósofo Nietzsche, “a melhor regra para orientar a humanidade é a moral”.
É mister, portanto, que o Ministério da Ciência e Tecnologia proponha leis que regulamente as práticas da biotecnologia, informando seus direitos e deveres, a qual deve ser votado com urgência na Câmara Legislativa, a fim de evitar práticas eugenistas e não impedir os avanços científicos que tanto contribuem para a medicina. Dessa forma, a bioética e a ciência andarão juntas e ações semelhante a de Esparta serão extintas por completo.