Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 27/10/2019

No seriado fornecido pela Netflix “Seleção artificial”, é revelado uma inovação tecnológica capaz de modificar o gene humano de forma preferencial, conquanto, é motivo de discórdia a respeito da sua liberação. É incontrovertível que apesar da biotecnologia ser o meio pelo qual é possível obter avanços para a vida humana, ela traz impasses no que tange à ética, tornando necessário discussões acerca dos seus malefícios e benefícios. Assim, fica evidente a importância da ciência para a sociedade enquanto não houver desvios na regularidade ética.

A priori, vale destacar que usufruir da ciência sem a obtenção de leis, pode levar a uma desordem irreversível. Durante a Segunda Guerra, o nazismo criou um estereótipo de raça a ser seguida, a raça ariana, e desse modo criou-se a eugenia, em que qualquer indivíduo diferente do padrão deveria ser executado. Hodiernamente, seguindo os passos em que a tecnologia é capaz de modificar o gene humano antes mesmo do nascimento, a fim de modelá-lo ao gosto dos pais, torna-se claro que o retorno da realidade nazista não seria utópico, com modificações dos genes para obtenção de crianças com olhos azuis, pele clara e QI alto. Em contrapartida, a discussão da ética humana põe em pauta se há a real necessidade de tal feito, criando barreiras na conciliação entre ciência e ética. Nesse sentido, evidencia-se a relevância de debate acerca de leis que tornem esse binômio coexistentes.

A posteriori, cabe analisar que a biotecnologia dentro do politicamente corretor, é instrumento de de evolução mundial. A criação da vacina se deu a partir do teste da inoculação de um vírus em uma criança. Apesar de não haver óbito e uma posterior descoberta para a medicina, houve um impasse entre a ciência pela vida da criança em questão. Desse modo, vê-se que é indiscutível a relação mutualística entre a biociência e a sociedade, trazendo inúmeros benefícios, que além de vacinas oferece  também pesquisas na área oncológica. Segundo o G1, pesquisadores acadêmicos descobriram um tratamento capaz de curar 80% do câncer de um paciente. Nesse sentido, é notório que o incentivo à pesquisas biotecnológicas são necessárias, entretanto, com parâmetros e leis para não ocorrer irregularidades.

Diante do exposto, é evidente que a um impasse acerca da melhoria de vida da sociedade à partir da tecnologia. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, o incentivo de pesquisas por parte dos acadêmicos, por meio da liberação de verbas, para que haja descobertas e melhorias no âmbito social, como com medicamentos, mas com todas ideias sendo passada por bancadas de auxílio ético, a fim de haver um consenso entre ambos e uma consequente melhoria para a humanidade em escala global.