Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 12/02/2020

Quando se trata de avanços científicos e tecnológicos, as possibilidades são infinitas. Desde que a humanidade aprendeu a usar os recursos da ciência ao seu favor, a nossa sociedade tem avançado cada vez mais. Entretanto, muitas vezes essa evolução tem entrado em conflito com a ética humana, e por isso, tem muitos críticos, por causa de seus experimentos e aplicações de algumas tecnologias, com a fertilização in vitro.

De acordo com alguns grupos de filósofos e militantes, a ciência deve procurar a forma mais ética e de menor impacto ao meio ambiente para as suas pesquisas. Por exemplo, ainda são muito utilizados em pesquisas para vacinas, medicamentos e outras inovações, os roedores, o que, ONGs que trabalham pelos direitos dos animais, como a PETA e o Greenpeace abominam, já que eles consideram como uma forma de tortura contra os seres vivos. Novamente, a ciência acaba sendo criticada e até mesmo atrasada por pessoas que não compreendem direito os seus meios e objetivos.

Outro forma de desenvolvimento técnico que é muito reprovado, são os trabalhos que trabalham na parte da genética, como experimentos de clonagem, fertilização artificial, entre outros. As pessoas tem medo dessas formas, por conta dos experimentos que foram realizados durante a Segunda Guerra Mundial pelos pesquisadores nazistas, já que eles realmente torturavam pessoas que eram judias ou eram portadores de deficiências, afim de criar uma “raça superior e perfeita”, e os contrários a essas formas tem medo de que isso se repita nos dias de hoje.

Contudo, o debate ético em relação ao avanço biotecnológico será sempre uma pauta muito delicada,  pois muitas vezes, os pesquisadores em questão, especialmente na área de fármacos, devem pensar que a descoberta em que eles estão trabalhando pode vir a salvar uma quantidade gigantesca de vidas. É muito difícil apontar algum órgão ou organização para trabalhar nesses pontos, já que conceitos morais e éticos variam de cada um, ou seja, é muito provável que o embate entre a ciência e os principios morais da humanidade nunca cheguem a um concesso.