Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 05/02/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a aversão a alimentos transgênicos apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da crescente demanda de alimentos, quanto da desinformação. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as pesquisas sobre o tema não são difundidas e a desinformação corre solta. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente para evitar conclusões precipitadas.

Ademais, é imperativo ressaltar a propagação da desinformação como promotor do problema. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira ultrapassa os 200 milhões. Partindo desse ponto, é inevitável que novas tecnologias para aumento da produção alimentícia sejam produzidas e aplicadas.

Dessarte, com o intuito de mitigar a desinformação, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) será revertido em ações publicitárias, que através da mídia, irá conseguir difundir os resultados das pesquisas para a grande massa. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta de acesso à informação, e a coletividade alcançará a Utopia de More.