Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/02/2020
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Nacional dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. De maneira análoga, na obra ‘’ Utopia “, o escritor o escritor inglês Thomas More, se destacou no campo literário ao narrar uma sociedade coesa e equitativa, ausente de conflitos sociais. Não obstante, no Brasil, observa-se o contrário, um exemplo disso são os desafios entre a ética e biotecnologia, que tem como alicerce não somente as condições para a evolução cientifica, mas também a relação entre o indivíduo e o meio ambiente. Sob esse aspecto, convém analisar as principais causas do problema em questão.
Em primeira instância, vale destacar que as palavras presentes na bandeira do país- ordem e progresso, retratam os objetivos de uma nação. Para avançar, é mister que ocorram ações baseadas na empatia e no bem geral. Contudo, segundo o jornal globo rural, o Brasil apresenta um crescimento de alimentos transgênicos no mundo nos últimos anos. No entanto, observa-se que a biotecnologia tem provocado a produção de alimentos geneticamente modificados, que são criados para formarem plantas mais resistentes, visto que elas crescem mais rápido. Sendo assim, a comida chegará com antecedência aos supermercados para suprir a demanda populacional, muita das vezes suscetíveis a sérios problemas de saúde.
Em segunda instância, é importante salientar a falta de ética como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da modernidade liquida vivida no século XXI. Desse modo, após a revolução industrial, a necessidade de novas tecnologias provocou progressivas mudanças no comportamento da sociedade, um exemplo disso é a fertilização in vitro, que seleciona características físicas para a geração de um filho saudável. Com isso, pode desencadear a seleção de bebês , interferindo assim no comportamento psíquico dos cidadãos, o que torna essa atitude desumana.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir que a ética e a biotecnologia consigam uma conciliação na harmonia social. Para isso, cabe ao Legislativo, em parceria com o Ministério da Saúde, propor leis que possa proibir a venda de alimentos geneticamente modificados no país, através de fiscalizações responsáveis, afim de proporcionar aos cidadãos o consumo sem se preocupar com os problemas de saúde. Ainda, cabe à mídia o papel de promover campanhas em horários nobres que fomente a dignidade humanas na reprodução artificial. Assim, será possível voltar a utopia para que sejam impasses resolvidos e sociedade se transforme.