Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 02/04/2020

No início do XXI o uso da biotecnologia está sendo utilizada em grande escala como auxílio para a produção de organismos geneticamente modificados e dessarte produzindo vacinas, produtos industriais que demonstram o avanço da genética associada a tecnologia. Entretanto esse assunto tem criado alguns apuros com a ética, levando em conta que, as consequências para a condição humana e a relação entre o indivíduo e o meio ambiente colaboram para os desafios da conciliação entre a ética e a biotecnologia.

Em primeiro plano é necessário analisar que as mudanças ocasionadas com a união dos avanços tecnológicos com a essência humana podem afetar diretamente a condição humana, uma vez que utilizam de procedimentos genéticos para promover aos cidadãos algo que são questionáveis eticamente, como, por exemplo, a questão do poder de escolha dos pais em escolher a cor dos olhos e do cabelo das crianças, através do uso da tecnologia CRISPR-Cas9 promovendo a modificação genética.

Ademais, o uso da biotecnologia em relação ao meio ambiente traz a melhora na produtividade, mas a relação entre os indivíduos e o meio ambiente pode afetar negativamente, pois o crescente uso na produção de bens para consumo humano pode ocasionar o aumento no desmatamento e a liberação de organismos geneticamente modificados (OGM) no meio ambiente com a capacidade de gerar a eliminação de uma espécie, expor espécies a novos patógenos, poluição genética, entre outros. Desse modo, a ética tem responsabilidade ambiental, pois envolve a melhoria na qualidade de vida coletiva preocupando-se com as gerações futuras, assim divergindo diretamente com a biotecnologia.

Portanto, faz necessário que a ética e a biotecnologia consigam uma conciliação para auxiliar na harmonia social. Assim, a Organização das Nações Unidas, deve intervir diante de tal impasse, por meio da formação de uma reunião com os líderes dos países dispostos a mudar a realidade.