Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 02/04/2020

Foi durante a Revolução Verde que surgiram diversas teorias conspiratórias que alertavam sobre a falta de alimento, visto o aumento exponencial da população no período pós- segunda guerra mundial. Foi durante essa época que houve a ascensão da biotecnologia para áreas como agropecuária, atingindo positivamente a economia. Mas principalmente, foi nesse intervalo de tempo que vários problemas começaram a aparecer: indivíduos que residiam locais próximos às áreas de plantio têm sintomas de doenças nunca vistas, águas e terras apareciam contaminadas, e as propagandas, públicas e privadas, censuravam os males que a nova tecnologia traria à população. Afinal, é possível conciliar a biotecnologia e a ética?

Embora haja, certamente, benefícios médicos por consequência da tecnologia da área biológica, como o uso de células- tronco, o uso dela em benefício individual e com ideal de elevar- se economicamente é com certeza antiético. Nesse sentido, no documentário “O Mundo Segundo a Monsanto”, há a representação e apresentação de consequências irreversíveis nas vidas das pessoas. Há nele a descrição de uma série de relatos, experiências e documentos que comprovam a horrível realidade que grandes empresas e corporações escondem por trás das propagandas que dizem- se éticas e favoráveis ao meio ambiente.

Infelizmente, os mesmos discursos prevalecem. Apesar de muitos estudos e relatos comprovarem os malefícios dos agrotóxicos para o corpo e o meio ambiente, são vendidos, em grandes proporções. Os conceitos de ética, nesse contexto, acabam sendo definido por aqueles que estão no ciclo de compradores e vendedores destas mercadorias letais.

Diante dos fatos expostos, concluo que é necessário que o Ministério da Educação altere a Base  Nacional Comum Curricular, inserindo a ética, visto que só assim será possível a prática efetiva e a mudança da infeliz realidade.