Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 27/03/2020
A biotecnologia, termo muito discutido atualmente, nasceu e se desenvolveu na antiguidade, com o simples ato da fermentação. A partir disso, com o grande avanço tecnológico, ela adquiriu o poder de alterar genomas dos seres vivos e consequentemente provocou um conflito com a ética, que discorda do ato de interferir na biologia genética. Esse conflito se apresenta pois não existe limite ético envolvido nas pesquisas, visto que estão sendo realizados experimentos cujo intuito não é o bem-estar e a saúde do homem.
Primeiramente deve-se entender que a biotecnologia atua na saúde cotidianamente na vida da população, seja por meio das vacinas ou antibióticos. Desta maneira, a tecnologia de prevenção e cura cresce cada dia mais, com pesquisas que visam modificar genes para evitar futuras doenças, o que é de fato positivo para o ser humano e traz desenvolvimento para a ciência. Porém, sem os limites da ética, experimentos como os dos ‘’bebês geneticamente modificados’’, onde são alteradas características físicas, e a clonagem, que é a produção de indivíduos geneticamente iguais, são realizados, e apesar de contribuírem para a ciência, não contribuem para a saúde e podem entrar em contradição com a ética, que defende a naturalidade do ser, ou seja, ser o que ele deve ser.
Apesar de que alguns indivíduos acreditam que a biotecnologia está envolvida apenas com seres humanos, ela também se apresenta nas plantas, vegetais e frutos. Essa técnica que conecta tecnologia ao meio ambiente é chamada de OGM, ou mais conhecida como transgênicos, que basicamente consiste na modificação genética de organismos. Os principais transgênicos no Brasil são a soja e o milho, que ao serem modificados, geram maior produtividade, o que pode se remeter a revolução verde de 1960, quando foram descobertas práticas, como os transgênicos, que aumentavam a produtividade. Porém, esses organismos modificados, se consumidos, podem causar alergias, maior resistência aos antibióticos entre outros problemas de saúde, tornando-os malignos para o ser humano e seu bem-estar.
Desta forma, conclui-se que para conciliar a biotecnologia e a ética, é necessário que o Ministério da Tecnologia proponha uma lei em que se estabeleça limites éticos em experimentos e pesquisas da biotecnologia, fazendo com que práticas que sejam improprias ao ser, como clonagem e mudança de características físicas, sejam proibidas, já que não trazem benefícios a saúde. Além disso é necessário que a população se conscientize sobre o consumo de transgênicos, procurando a diminuição da compra desses produtos, para que assim, a saúde da população não seja prejudicada com o consumo de alimentos indevidos.