Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 29/03/2020

A ética é algo essencial em todas as profissões, ainda mais quando se trata de biomedicina, um assunto que divide muitas opiniões. Por exemplo, legumes vegetais e frutas modificados geneticamente e agrotóxicos, podem ser, por um lado, bons, pois aumentam a produtividade do alimento, mas por outro lado, segundo pesquisas, prejudiciais à saúde. Seria mesmo uma boa opção modificar alimentos ignorando a saúde das pessoas e apenas visando o lucro?

Futuramente, será inevitável o uso de transgênicos, devido ao aumento da população e a necessidade de produzir alimentos a todos. Porém, pesquisas mostram que os transgênicos aumentam os casos de alergia. Se um gene de certa espécie que provoca alergia em algumas pessoas for utilizado na criação de um produto transgênico, esse novo produto também causará alergias. Por exemplo, se uma pessoa alérgica a peixe comer um tomate modificado com genes de peixe, ela pode ter alergia, e isso torna a vida dessas pessoas muito complicada, pois elas nunca saberão do que é constituído o alimento que elas estão comendo.

Ademais, a biomedicina não gera danos apenas nos seres humanos, todavia também em animais, como foi o caso do inseticida fipronil, usado em lavouras de soja, que causou a morte de 50 milhões de abelhas em Santa Catarina. Isso é muito preocupante, visto que as abelhas são cruiciais para o planeta e para o equilíbrio dos ecossistemas, já que elas polinizam plantações e fazem as plantas se reproduzem.

Em virtude dos fatos mencionados, o ideal seria a maior fiscalização e proibição de certos tipos de agrotóxicos prejudiciais à fauna local pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e o maior estudo dos transgênicos antes de serem lançados no mercado. Isso pode ser executado através de multas altas a quem utilizar agrotóxicos proibidos ou transgênicos não confiáveis, deste modo, eles não causarão danos aos humanos ou aos animais.