Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 25/03/2020

No filme “Onde Está Segunda?”, o diretor Tommy Wirkola aponta para a temática da manipulação de alimentos no século XXI, na qual a produção de mantimentos geneticamente modificados elevou o número de gravidezes gemulares, causando assim, uma superlotação populacional. Ao se focar aos desafios para conciliar a Biotecnologia e Ética no Brasil, essa prática se mostra constante no Agronegócio e Medicina. Ora, uma atividade inovadora capaz de ser benéfica, mas também catastrófica.

Tal processo se origina, em primeira análise, pela insuficiência profissional na área científica. Na dialética de Mahatma Gandhi, “O futuro depende daquilo que fazemos no presente”. O pacifista indiano alerta para a necessidade da manutenção da harmonia social futura, uma vez que ações praticadas hoje, percutem no amanhã. Ao se fazer paralelo com os acidentes abióticos acometidos no ramo da Biotecnologia, a longo prazo essa negligência pode ser o estopim para a ocorrência de mutações genéticas devido ao consumo de substratos transgênicos. Logo, a insólita qualificação dos “cientistas” descortina a superfície do abismo social.

Atrela-se ao exposto as inúmeras vantagens da modificação molecular no que tange à transgenia alimentar. De acordo com o site de notícias G1, o Brasil até 2030 será a terceira economia mundial. Essa modificação de alimentos dar azo à resistência contra pragas e a manutenção da homeostase em diferentes temperaturas, no que possibilita uma maior produtividade, por conseguinte o aumento da exportação. Desse modo, essa prática é substancial para  o desenvolvimento econômico do país.

A fim de amainar essa mazela, torna-se substancial a atuação de dois vetores. Cabe ao Estado a fiscalização dos profissionais da ciência  por meio da criação do programa “Ciência Segura” visando combater catástrofes futuras; Por sua vez o Empresariado deve continuar essa produção, porém  com maior fiscalização e atenção na produção por intermédio do “Ciência Segura”, com o intuito de alavancar a economia brasileira - para que a temática de Tommy não passe de mera ficção.