Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 27/03/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos pesquisadores alemães fizeram experimentos, de doação de órgãos e testes de cura para doenças como a tuberculose, com os povos perseguidos pelos nazistas de forma involuntária. Deste modo, ao fim do Holocausto foi definido que a ciência era limitada a não ultrapassar a ética. Assim, a conciliação entre a biotecnologia e a ética ainda é um desafio no Brasil, devido a interesses econômicos e ao uso supérfluo dessa tecnologia por algumas pessoas.

Em primeiro plano, tal arranjo é denominado bioética, ou seja, ética da vida. Na qual visa, sobretudo, resguardar os seres humanos e os animais, assim, para realizar pesquisas ou fabricar produtos que serão ofertados às pessoas, é necessário uma comissão de ética e uma  série de estudos para constatar se os benefícios superam os prejuízos à saúde. Todavia, os alimentos transgênicos, apesar de possuírem artigos científicos que os relacione com substâncias cancerígenas, ainda estão muito presentes no dia-a-dia dos brasileiros. Isso acontece, principalmente, por interesses econômicos, pois causam menos perdas aos produtores e são vendidos por um baixo preço. Nessa óptica, é intolerável que o Estado apresente uma postura branda em situações como esta supracitada, porque futuramente pode prejudicar a vida dos cidadãos, e isso não é íntegro.

Outrossim, não raro os casos,em que casais procuram o uso da biotecnologia para escolher o sexo de seus filhos, além de conferir se não  serão acometidos por deficiência e outras doenças genéticas. Essa realidade, seleciona os indivíduos, diminuindo, dessa forma, a variabilidade de pessoas. Logo, o uso da ciência para esses fins é inaceitável, pois corroboram com uma seleção artificial de humanos, o que não é ético.

Dito isso, uma medida precisa ser adotada. Portanto, é necessário que o Governo Federal por meio do Ministério da Saúde aumente a fiscalização das questões éticas, nas empresas que trabalham com biotecnologia,para evitar que práticas sem pesquisa ou razões suficientes aconteçam, com o intuito de superar os desafios entre o respeito a bioética e o uso da ciência.