Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 26/03/2020

No contexto da história do século XXI uma das inovações que mais gera impacto são as tecnologias, graças a elas houve o avanço em diversas áreas, como na indústria farmacêutica com a possibilidade de produzirem novos remédios, como também a revolução verde criando organismos geneticamente modificado capazes de alavancarem a produção de alimentos .Logo a biotecnologia que se origina por meio da edição de genes criou várias contribuições para o mundo atual, embora ainda desafios diversos devem ser vencidos para efetivar as biotecnologias nas vidas humanas de forma benéfica ,isenta de conflitos éticos.

Primeiramente, os benefícios da biotecnologia chegaram no âmbito alimentício por volta da década de 60, um momento histórico em que o crescimento de pessoas no mundo de forma exponencial não acompanhava o crescimento de alimentos que era de maneira linear e constante, de tal modo não havia alimentos para todos. Assim uma revolução por parte dos países desenvolvidos foi feita, a conhecida Revolução Verde, iniciada nos Estados Unidos e na Europa teve como base a recriação de novas sementes usando a biotecnologia para criar OGM (organismo geneticamente modificados) a fim de haver aumento da produção agrícola, como também combater pragas. Embora a Revolução Verde tenha se expandido pelo mundo, ela não foi capaz de combater a fome. Logo a questão ética das biotecnologias é deixada de lado, sendo feita para suprir a demanda comercial do mundo capitalismo.   Em segundo plano, uma das invenções mais promissoras dos últimos tempos é o crispr, criação tecnológica que tem como finalidade fazer edição no DNA, podendo tanto cuidar de doenças hereditárias como também configurar as características dos filhos antes deles nascerem. Situação essa que cria debates éticos, pois ao alterar as características das crianças conflitos de identidade podem ser criados por elas, bem como ao saber da possibilidade de mudar os genes dos filhos certos comportamentos psíquicos e sociais dos cidadãos podem ser mudados. Além dos julgamentos de valores, o crispr é uma biotecnologia cara, e não democratizada para todos. Logo o seu crescimento fomenta a desigualdade social, criando um tipo de seleção artificial entre os indivíduos, onde no laboratório crianças mais saudáveis são criadas para os ricos.

Dados os argumentos expostos cabe uma ação conjunta entre as grandes empresas e o Ministério da Ciência e Tecnologia de cada país, a fim de democratizar o acesso das biotecnologias, como ações de cursos gratuitos ligados a esta área ,logo a partir de um maior numero de pessoas com acesso as biotecnologias maior vai ser as diversas ofertas de serviços na área, com preços acessíveis para todos, assim combatendo boa parte dos debates éticos.