Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 30/03/2020

A biotecnologia e seu grande avanço têm colocado muitos fatores em questão, tendo sua abordagem principal na ética e na vida humana, dividindo os indivíduos entre a favor e contra esse avanço tecnológico. Cada um com seus argumentos e pontos de vistas se protegem e defendem sua ideologia, fazendo com que a ética, por um lado, pese mais e a economia, por outro, tenha mais significância.

Por um lado, as grandes vitórias conquistadas pelo avanço da biotecnologia são grandiosas e deixarão um grande ensinamento e benefícios à sociedade, como a manipulação do material genético de muitos produtos afim de alcançar mudanças no valor nutricional e na resistência a pragas. Com isso, os chamados transgênicos, por conseguirem uma reprodução mais acelerada, teriam o potencial de enriquecer muitos latifundiários e, até mesmo, tirar pessoas do estado de fome.

Por outro, a ética tem um peso muito grande quando se trata de assuntos biológicos, ainda mais dos seres humanos. A eutanásia e a doação de células tronco para pesquisas, por exemplo, são grandes avanços, mas que podem ferir a integridade humana. Os alimentos transgênicos também possuem malefícios, como a causa de desiquilíbrio na natureza e na saúde daquele que ingere o alimento.

Com isso, está bem claro que, para que se possa aproveitar dos grandes recursos tecnológicos modernos de forma adequada, a limitação e o equilíbrio por parte dos fabricantes e dos usuários é a melhor solução. Assim, um exemplo da tentativa da conciliação entre ética e biotecnologia é um capítulo da Constituição de 1988 que diz sobre o meio ambiente e é constituído pelo artigo 225. O parágrafo 1°, inciso II deste artigo específica que cabe ao Poder Público “preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as atividades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético”.

Diante do exposto, afim de conciliar e equilibrar os grandes recursos biotecnológicos com a ética, é necessário a criação de leis, feita pelo Poder Legislativo, que restringirá a fabricação e a comercialização de produtos geneticamente modificados e os termos para doar células-tronco ou se dispor de qualquer maneira a área de pesquisas devem ser bem mais rígidos, com autorização clara da pessoas e, quando conveniente, da família também.