Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 30/03/2020

É inegável que a biotecnologia é utilizada para trazer benefícios ao homem. A sociedade depende de remédios, vacinas, plantações e até industrializados que recebem alguma tecnologia aplicada desse ramo. Entretanto, por se tratar de uma ciência extremamente poderosa, a biotecnologia necessita de regulamentação ética, a fim de evitar atrocidades.

Em primeiro lugar, há de se notar o poder da engenharia genética. Do mesmo modo que ela pode ser utilizada para o bem, fabricando sementes de soja resistentes ao Glifosato, por exemplo, também pode ser estendida a outros patamares. Vale citar o CRISPR-Cas9, que promete ser capaz de alterar geneticamente organismos, inclusive humanos. Decerto, trata-se de um artifício muito poderoso. Contudo, sem restrições legais, não há limites éticos, provando, portanto, a necessidade de uma regulamentação.

Em consequência disso, é possível imaginar cenários totalmente catastróficos que são possíveis de acontecer, uma vez que o desenvolvimento biológico vem avançado rapidamente. Por conta disso, convém lembrar-se da Segunda Guerra Mundial, evento o qual Hitler afirmava a superioridade da raça ariana em relação às demais, embora não houvesse provas científicas para tanto. Todavia, com a engenharia genética, será possível criar humanos aprimorados, com habilidades desenvolvidas de forma mais aprofundada. Sem dúvida, esse fato possui grandes chances de resultar, futuramente, em castas biológicas, visto o desenrolar histórico do século anterior. De fato, com a ausência de um código ético para inibir catástrofes, torna-se um desafio a conciliação da biotecnologia e a ética.

Dessa forma, em virtude do que foi mencionado, é necessário uma cooperação internacional para produzir uma legislação que estipulará os limites entre a biotecnologia e a ética. Desse modo, será realizada por meio de uma conferência dos países na ONU, que discutirão suas opiniões acerca do assunto, apresentando as possíveis saídas para o problema e suas complicações. Por fim, a ação tem o propósito de evitar com que atrocidades sejam cometidas.