Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 30/03/2020

O avanço da biotecnologia, expandiu novas áreas de pesquisas, abrindo para que o ser humano intervisse nas questões naturais, em muito dos casos por meio da reprodução artificial, produção de alimentos geneticamente modificados e clonagem.

Elaborou-se uma nova forma de entender a evolução, permitindo compreender a realidade e a complexidade da vida. No entanto, para chegar em algum tipo de avanço biotecnológico, necessita-se da bioética, que é responsável por tornar a sociedade bem informada, mostrando que todos os membros envolvidos, devem seguir as determinadas regras, diante da realidade existente na biotecnologia. Porém, nem sempre, em todos os casos, os profissionais utilizam da ética em seus trabalhos.

Segundo a advogada Renata da Rocha, doutoranda em Filosofia do Direito pela PUC-SP, o uso de fertilização in vitro por casais que não teriam qualquer problema em ter filhos, apenas para escolher a cor dos olhos do filho e tentar garantir a ele uma vida saudável, é um tipo de tecnologia que ultrapassa os limites da ética. É necessário, antes de qualquer coisa, rever os valores da sociedade, para que se obtenha avanços científicos, porém, diante de seus limites.

Em meio a tudo isso, conclui-se que a grande questão está em saber estabelecer os limites necessários para a utilização da biotecnologia, para que seja usada somente para fins favoráveis, por isso deve haver a criação de um projeto, dirigido pelo governo, no qual explique todos os direitos da saúde e de seus profissionais, tendo-se assim, somente resultados benéficos para todos, nessas questões, por parte da ciência.