Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 30/03/2020

Até que ponto a tecnologia pode favorecer a medicina e os humanos? Precisa-se impor limites para a biotecnologia? Perguntas como essas são debatidas pelos governos mundias que buscam ajuda da ética para buscar respostas e acordos que favoreçam os dois lados. Que a biotecnologia ajudou e ajuda os humanos isso é um fato, mas para tudo permanecer em equilíbrio sem houver partes prejudicadas, os governos precisam buscar limites e impô-los.

Decerto que a biotecnologia já salvou muitos homens com a invenção de vacinas. As vacinas consistem na repartição de várias partes de uma bactérias ou vírus, que separadamente não causam nenhum dano, em que injetados no corpo, as células irão produzir anticorpos contra essas moléculas evitando posteriormente a proliferação de várias doenças nas pessoas. As vacinas foram muito importantes para a humanidade, pois graças a elas os homens conseguiram erradicar doenças que erradicariam a raça humana, como a varíola.

Ainda há também, graças a biotecnologia, pesquisas realizadas em laboratórios que baseiam-se na abertura do DNA (ácido desoxirribonucleico), em que consegue-se encontrar o genes causador de uma doença, por exemplo de câncer e alterá-lo para que o seu antecedente não possua a tendência de possuir a doença por meio interno, mas não impeça de ter por meio externo. Considerado uma grande evolução se parar para pensar, várias doenças poderão ser extintas apenas por meio de mudanças no DNA feitas em laboratórios.

Entretanto, o avanço da biotecnologia pode causar riscos para os humanos e a natureza. Se os homens já possuem o conhecimento do DNA e conseguem alterá-los, o que impede os cientistas de criarem um novo homem? A resposta, a ética. A ética serve para impedir que a biotecnologia ultrapasse os direitos humanos e que respeite a natureza, todavia, faltam leis e uma maior supervisão dessas pesquisas, até porque não seria nada legal um super-homem que deseja aniquilar a Terra.

Em suma, a Organização Mundial da Saúde (OMS) junto com o bloco G-20 (os países mais desenvolvidos mundialmente) devem por meio de reuniões efetuadas na sede da OMS, na Suíça, a criação de normas que acompanham a evolução e que estabeleçam limites para a biotecnologia, respeitando a ética e seus valores, como por exemplo a proibição da criação de novas espécies, agrotóxicos altamente prejudiciais a saúde e vírus modificados em laboratórios, que tem como finalidade a destruição dos humanos. Assim, evitando que filmes de ficção científica como o Admirável Mundo Novo, de 1980, onde há humanos geneticamente criados e Planetas dos Macacos, de 1963, onde há revoltas de macacos com uma super inteligência, continue apenas nas telonas dos cinemas.