Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 31/03/2020
Com a decifração do código genético e a manipulação do DNA neste último quarto de século, aceleraram-se as descobertas científicas e suas aplicações biotecnológicas. Entretanto, junto a tantas biotecnologias, surgem algumas que despertam dúvidas, discussões e preocupações de caráter especulativo sobre futuras aplicações que possam ferir os princípios éticos de nossa sociedade.
Uma das problemáticas é a questão dos alimentos transgêneros, se por um lado existem altos ganhos através de uma colheita abundante e mais resistente aos agentes externos, por outro podem trazer consequências devastadoras ao meio ambiente e à saúde das pessoas, por consequência da toxicidade em grande populações e a dificuldade de execução de estudos de monitoramento, além da alergenicidade, que não será resolvida pela simples rotulagem.
Outro grande dilema ético é o seu uso direto na espécie humana. O uso de fertilização em vidro por casais que não teriam qualquer problema em ter filhos, apenas para escolher a cor dos olhos do filho e tentar garantir a ele uma vida saudável, é um tipo de tecnologia que ultrapassa os limites da ética. Essa possibilidade reduziria a diversidade entre os indivíduos e teria como consequência a perda da individualidade, com a possível despersonalização destas pessoas.
Contudo, apesar dos dilemas éticos, não se pode negar que a biotecnologia é a grande responsável pelo crescimento de diversos setores, especialmente o do campo da saúde, como a produção de vacinas, antibióticos e os mais variados medicamentos.
Diante dos fatos supracitados, é evidente portanto, a necessidade de, antes de tudo, reafirmar os valores sociais para que a ciência se desenvolva, sempre dentro de seus limites. Cabe ao Governo Federal junto ao Superministério da Cidadania promover campanhas de princípios morais, a fim de sensibilizar a sociedade, para que assim, criem consciência ética a respeito das aplicações biotecnológicas.