Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 31/03/2020
De acordo com a história da humanidade, é notável a percepção de que a II Revolução Industrial permitiu o desenvolvimento de novas tecnologias, como a biotecnologia, que manipula o material genético para finalidades produtivas. Deste modo, o ser humano se apropriou do conhecimento para alterar as características naturais dos organismos, trazendo uma preocupação em torno dos efeitos que geram o desequilíbrio no ecossistema. Esse processo proporciona também a alta obtenção de lucro, comprovando a discordância entre os princípios defendidos pela ética. Consequentemente, isso mostra que é essencial uma rápida mudança para que este problema seja devidamente solucionado.
Em primeiro plano, é evidente que as modificações do material genético alteram as características naturais dos organismos. Segundo o cientista e biólogo Charles Darwin, autor do livro “A origem das espécies”, cita que o ambiente seleciona os mais adaptados, proporcionando descendentes férteis, uma vida saudável e sucesso reprodutivo. Por conseguinte, todas as alterações no DNA realizadas pelo homem resultam na ausência de informações hereditárias e segundo a pesquisa feita pela Instituição Oswaldo Cruz, podem acarretar efeitos negativos quando utilizadas em excesso, como o desenvolvimento de doenças com o passar do tempo. Assim, a população deve refletir sobre os impactos causados.
Na década de 1990, “Dolly” foi o nome que cientistas deram à primeira ovelha clonada no mundo. Este experimento significou um marco no desenvolvimento da biotecnologia, porém a despeito de avanços dessa natureza, as questões éticas estimulam a sociedade a atentar-se na conciliação entre evolução científica e respeito ao ser humano. Logo, pode-se afirmar que é imprescindível impor limites à pesquisa em laboratório e desenvolver práticas humanizadas de estudo.
Outrossim, é assustador o modo como as pessoas priorizam o lucro até mesmo envolvendo a saúde. Nesse aspecto, com a biotecnologia é possível que os pais tenham a liberdade em escolher a cor dos olhos, pele e tipo de cabelo, proporcionando às empresas um alto lucro pelo trabalho efetuado.
Portanto, é preciso tomar medidas que resolvam este empasse e para isso o Estado deve criar leis em parceria com o Ministério da Saúde, assegurando a proteção do material genético hereditário, inserindo órgãos de fiscalização e punindo empresas que desrespeitem os princípios da ética, como prezar e respeitar a vida, além de propor uma lei específica para orientar pesquisas biotecnológicas no país, a fim de regular estudos sobre detecção de características físicas e clonagem, garantindo a dignidade humana. Assim, adepto a consciência coletiva, pode-se ter uma combinação de ética com biotecnologia e obter uma vida sadia.