Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 04/04/2020
No Brasil, conciliar o manejamento da biotecnologia com os padrões éticos, constitui um problema sociopolítico. Tal medida, devido não só à histórica busca humana pelo melhoramento de sua raça, mas também à necessidade da modernização e evolução de seu meio, esbarra em questões culturais, já que é tênue a linha que separa o ampliamento da ciência e os limites morais. Dessa forma, construir mecanismos colaborativos de equilíbrio entre essas diretrizes, mostra-se urgentemente preciso.
Nesse sentido, consta-se o início do estudo da genética com as pesquisas sobre a hereditariedade realizados no século XIX por Gregor Mendel, que viria a ser conhecido como ’’ pai da genética’’. Sob essa vertente, seu estudo tornou-se a base para o posterior surgimento da engenharia genética na década de 80. No qual, a manipulação do genona, possibilitou a execução de técnicas de clonagem, transgenia e uso de células-tronco para inúmeros fins, seja tanto na agricultura, para a criação de plantas mais resistentes às pragas, quanto na saúde , para a produção de vacinas e medicamentos. Entretanto, essas medidas trazem consigo também implicações, como o a aparecimento de vírus e bactérias mais resistentes, alimentos alergênicos e alterações em ciclos biológicos naturais. De maneira que é inerente a manipulação responsável e consciente desses métodos.
Outrossim, é válido destacar, assim como, cita o famoso empresário Steve Jobs, ‘‘A tecnologia move o mundo’’, a importância da ampliação do âmbito biotecnológico para a evolução e desenvolvimento dos setores sociais, tais fundamentais, como saúde e educação, juntamente da prática do senso coletivo de empatia e responsabilidade quanto as limitações e restrições diante de certos usos contraditórios , visto que essa área possui interferência mútua no ecossistema terrestre. Destarte, o equilíbrio e a prudência entre essas duas faces, torna-se o percurso certo para o avanço coletivo do país.
Portanto, faz-se necessário ações cinérgicas dos atores sociais para haver a relação de mediação entre a biotecnologia e a ética. Para tanto, o Governo deve implantar programas de bioética em universidades e centros científicos de pesquisa, de modo que por meio de círculos de debates e palestras entre profissionais, construam-se soluções pacíficas para divergências temáticas. Alem também de aplicar legislações mais rígidas contra práticas genéticas que oferecem riscos humanos e ambientais. De maneira que, dessa forma, esse conflito problemático minimize-se, e o País caminhe em prol da coletividade.