Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 06/04/2020
No ano de 2019, um geneticista foi condenado a pisão na china após ter revelado que havia criado gêmeas geneticamente modificadas e resistente ao vírus do HIV, ele está sob pena de 3 anos. O mundo hoje se volta para a questão da bioética, e no Brasil não é diferente, a falta de regulamentações, medidas éticas e leis que resguardem cobaias e biotecnólogos continuam sem solução, a deriva de possíveis casos semelhante ao da China.
Primordialmente, podemos estabelecer e atribuir vantagens a essa área da ciência, pessoas que antes tinham problemas ao produzir insulina, hormônios regulamentador da glicose no sangue, hoje podem receber doses produzidas por plasmídeos bacterianos modificados, alimentos alterados à determinados tipos de clima e vegetações, são uma das novidades da biotecnologia, mas até onde deve ser aplicada e como deve ser usada, ainda é uma questão a ser abordadas, tanto em escolas, faculdades e em laboratório clínicos.
Em segunda instância, é evidente a falta de um olhar científico do Brasil sobre tau tema, que em sua estrutura, não conta com um ministério ou tem leis que sejam aplicadas em tais áreas, dessa forma, a ética que essas profissões deveriam respeitar são rompidas, e o que é considerado inviável para muitos é violado, a falta de fiscalização e incentivos governamentais também se enquadram aí, o que gera o grande questionamento de profissionais e cidadãos, até onde a biotecnologia pode ir?
Portanto, medidas são nescessárias. Com o objetivo de organizar práticas científica, o MEC vinculado ao instituto Butantan, seriam convocados a elaborar e organizar leis e regulamentos que possam ser aplicados em diferentes laboratórios de biotecnologia, por meio de projetos enviado a câmara dos deputados, o conjunto de leis será ensinado como uma cadeira nas faculdades de ciência, além de conferências anuais para a discussão do tema ética profissional, propagando assim o senso técnico científico e o pensamento ético na sociedade brasileira e integridade profissional.