Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 09/04/2020

Na obra “Utopia”, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, onde o corpo social é livre de conflitos e problemas. Hodiernamente, no contexto brasileiro, nota-se a falta de conciliação entre os avanços biotecnológicos com a ética, afastando a sociedade da descrita pelo filósofo. Diante disso, cabe-se obter meios de mitigar esses conflitos, causados não só pelo melhoramento humano induzido, como também pelo uso de Organismos Geneticamente Modificados(OGMs).

A priori, é necessário relatar que o melhoramento genético em humanos é uma das maiores causas dessa inconciliação. A partir disso, cabe-se ressaltar que a Constituição incumbe, por meio do Artigo 225, que o poder público deve garantir e preservar o patrimônio genético. Desse modo, o abuso de tecnologias genéticas , como o uso para produção de um ser humano com características específicas, ultrapassa não só os limites éticos, como os legislativos, sendo necessária a imposição de limites.

A posteriori, os OGMs são uma das causas que perpetuam os conflitos entre a ciência genética e os princípios éticos. Dado o exposto, vale ressaltar a Revolução verde, que originou essa técnica descrita, a fim de aumentar a produção e alimentar a “barriga do capital”. Portanto, nota-se que o desenvolvimento abrupto dessa tecnologia não acompanhou pesquisas sobre os efeitos nos seres humanos, afinal, o importante era o aumento produtivo. Faz-se imprescindível, nesse sentido, que haja uma inversão dessa conjuntura vigente.

Verifica-se, então, a necessidade de obter-se subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Para isso, o governo deve acionar o Ministério da Saúde, para que esse haja impondo limites na produção de biotecnologias que ultrapassem o limite ético, por meio da criação de campanhas de monitoramento, onde profissionais de saúde contratados pelo governo deverão monitorar laboratórios e seus usos pendulares de biotecnologia, a fim de que haja avanços diminutos e que acompanhem os limites éticos. O cuidado com essa geração reflete sucesso às próximas.