Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 11/04/2020
Consoante Friedrich Nietzsche, exímio filósofo prussiano, “a moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade”. Todavia, ainda que a moralidade detenha esse valor, a conciliação entre biotecnologia e ética persiste como um gargalo para o desenvolvimento mundial, sobretudo em virtude do seu benefício aliado ao emprego demasiado. Diante disso, faz-se fulcral compreender os primórdios para esse obstáculo de harmonizar biologia, tecnologia e moral.
A priori, é válido ressaltar as benfeitorias dessa inovação como um elemento propulsor do impasse. Nesse contexto, os experimentos do monge Gregor Mendel com ervilhas, no século XIX, evidenciou a relação entre genes e a manifestação da hereditariedade. Hodiernamente, práticas embasadas nestes parâmetros de Mendel resultam em melhores condições de vida, desde a maior produção de alimentos, por meio de organismos geneticamente modificados (OGM), até mesmo o diagnóstico precoce de patologias, visto que há correlação entre inibição ou ativação de genes específicos, como ocorrente na anemia falciforme.
Outrossim, é crucial apontar a utilização exacerbada como outro agente fomentador do problema. A esse respeito à Terceira Lei de Newton afirma que toda ação corresponde a uma reação de mesma intensidade, porém de sentidos opostos. Analogamente, nota-se que a overdose de manipulação gênica sustenta a permanência do empecilho de carência de princípios morais e, por conseguinte, colabora para sérios malefícios à saúde humana e ao meio ambiente.
Dessarte, é necessário que a sociedade obtenha mecanismos a fim de atenuar a discrepância entre biotecnologia e ética. Diante disso, cabe à Organização das Nações Unidas (ONU) a convocação de uma reunião com os líderes dos países dispostos a mudar o cenário contemporâneo. Isso por intermédio de debates propondo medidas plausíveis que englobam tanto o âmbito econômico quando social; adotando, assim, o desenvolvimento sustentável salientando a bioética com primazia. Somente dessa maneira, o mundo gozará do indubitável progresso e a humanidade será norteada pela melhor de todas as regras segundo F. Nietzsche, a moralidade.