Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 16/04/2020

Se no final da guerra, o Brasil observou  superpotências apresentando ao mundo criações e avanços tecnológicos, hoje, o País  possui uma indústria que o coloca na lista de países emergentes. Porém, as características humanas próprias do período pós-guerra (lideres preocupados com consequências da corrida tecnológica e com valores essenciais para convivência humana) estao desapárecendo, no entanto, é preciso reafirmar: a tecnologia, a biotecnologia não deve ser separada da ética, em virtude das características do homem, determinado pelo individualismo e contendo sonhos imperiais.

A priori, não se atribui a biotecnologia a responsabilidade pelas distorções de valores, pelo contrário, o poder que ela potencialmente pode conferir ao sujeito apenas aciona características demasiadamente humanas. Ao observar os animais, entende-se que esses têm todo o seu comportamento inscrito na sua natureza; tratando-se dos homens, esses, fazendo uso da reflexão, escolhem seus próprios caminhos e comportamentos. Desse modo e uma vez apartado de um conjunto de preceitos e regras, suas decisões só podem ser contrarias ao bem da humanidade. A ética se faz necessária para regular as relações humanas, principalmente, aquelas que lhe conferem extremo poder: lidar com a vida.

Ademais, o homem desconsidera o passado e seus terrores para se dedicar à um futuro criado sem a participação de todos. Qualquer projeto que prescindi do ser humano está sujeito a se tornar pequenos projetos ditatoriais. Segundo o ator Charles Chaplin, mais que maquinas, precisamos de humanidade. As noites descritas por historiadores depois da segunda guerra mundial foram de excessiva compaixão dos homens, cada um podia demostrar empatia para com o próximo, sentimento possibilitado pela compreensão da humanidade: frágil, sensível, incapaz de competir com maquinas controladas por homens que, por um momento, abandonarão sua humanidade, construída na interação, em busca de experiências exclusivistas e individualista. Em síntese: a ética faz-se necessária para aproximar o ser humano.

Portanto, seja para mitigar sua ânsia de poder seja para promover o social em fase do individualismo, o ser humano necessita de um conjunto de preceitos e princípios. Cabe, portanto, aos políticos brasileiros, associados a vigilância atenta da sociedade, controlar e educar socialmente indivíduos opõe ordem social apresentando pequenos projetos que visando o desenvolvimento econômico e tecnológico desconsideram os valores humanos. É necessário aprender com os erros, muito poder nas mãos de indivíduos desumanizados, como Hitler e parte dos seus apoiadores, extremos da Segunda Guerra, pode ser prejudicial à vida humana.