Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 22/04/2020

Os conhecimentos adquiridos a partir do desenvolvimento da engenharia genética são amplamente aplicados em prol do bem da sociedade, como, por exemplo, na cura de doenças terminais. No entanto, a biotecnologia pode conflitar com os valores humanos, não só por gerar incertezas em relação aos impactos que podem causar, como, também, pela possibilidade de proporcionar ainda mais desigualdade social. Diante dessa perspectiva, é de responsabilidade governamental educar a população sobre genética e seus efeitos, com fito de evitar tais problemas.

É imperativo que muitos dos malefícios de experimentos que envolvem a modificação genética de seres vivos, ainda são desconhecidos por boa parte dos especialistas e da população em geral, os quais podem ocasionar doenças incuráveis. Diante desse contexto, no filme “Consumed”, aborda-se a história de uma mãe que, ao investigar os problemas de saúde de seu filho, descobre que foram ocasionados pela ingestão de alimentos transgênicos. Nota-se que, ao abordar tal temática, a obra ilustra os perigos que, supostamente, esses alimentos possam vir a causar no futuro e como é de fundamental importância a educação a cerca desse assunto.

Outrossim, vale salientar que tais modificações genéticas, no futuro, podem vir a desencadear uma desigualdade social extrema, visto que os mais favorecidos poderão usar de tal tecnologia para adquirir características que os coloquem em patamares físicos e mentais mais elevados que o normal. Diante dessa perspectiva, no livro “21 lições para o século XXI”, Yuval Harrari aborda tal temática, discutindo a compra de características físicas e mentais proporcionadas pela biotecnologia e como isso afetaria as camadas mais populares, já que não teriam poder aquisitivo para tal. Inegavelmente, esse mercado acabaria criando humanos extremamente melhores adaptados por possuir mais dinheiro, e isso deve ser controlado pelo Governo antes de ser colocado em prática.

Diante dos argumentos supracitados, urge que os Governos desenvolvam métodos educacionais para conscientizar e instruir a população dos conhecimentos sobre engenharia genética. Sob tal optica, professores de biologia, utilizando-se de aulas interativas e laboratoriais, devem exemplificar e abordar essas temáticas de forma simplificada e prática, por meio de exemplos reais e conceitos básicos sobre genética, com o fito de criar uma consciência sobre tais assuntos e alertar a população futura sobre os riscos e os cuidados que se deve ter ao tratar de seres vivos geneticamente modificados.