Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 26/04/2020

Na obra cinematográfica ‘Plano B’, graças a inseminação artificial, a personagem principal consegue engravidar. Em verdade, o desenvolvimento da biotecnologia é fundamental para a resolução de várias problemáticas que permeiam a sociedade vigente. No entanto, se seu uso não for contido, pode acarretar problemas, tanto causando danos ambientais e genéticos, quanto ultrapassando os limites éticos. Diante disso, faz-se necessária a ação Governamental para regularizar a utilização da biotecnologia na sociedade.

Decerto, o avanço dessa ciência é indispensável para a população visto que, seu uso é fundamental para os setores industriais por meio da resolução de tratamentos de doenças e pela inovação de técnicas no setor alimentício. Conquanto seja de grande relevância, o uso demasiado dessa tecnologia pode provocar danos irreparáveis tanto ao ser humano, quanto ao meio ambiente. Uma vez que, por um lado tenha grande benefícios hodiernamente, por outro a utilização dessa ferramenta pode acarretar custos ainda desconhecidos cientificamente.

Outrossim, é muito discutido até onde, eticamente, esse recurso pode ser usado pela sociedade. Posto que, diante de um assunto em que não há ainda respostas concretas sobre quais os riscos de sua utilização, torna-se aberta a pauta de que até em que ponto essa ferramenta pode ser usufruída. Nesse tocante, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), definiu a biossegurança como sendo uma área destinada a garantir que qualquer procedimento científico seja seguro, fazendo com que a sociedade se torne a responsável em estabelecer os limites, a partir do poder de escolha.

Diante disso, faz-se necessária a ação do Ministério da Educação, como órgão responsável pela regulamentação estudantil, em ministrar palestras afim de explicar à população não só sobre a importância da biotecnologia, mas também do poder de escolha que cada um tem a partir de sua utilização ou não. Ademais, é fundamental que a Anvisa se torne presente para a observância do uso dessa ciência com o intuito de garantir que os limites estabelecidos pela sociedade não sejam ultrapassados. Dessa forma, será possível a formação de uma sociedade ciente da existência desse instrumento e, capaz de debater sobre o seu uso.