Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 01/06/2020
Com o passar do tempo e com o desenvolvimento tecnológico e científico da sociedade, surgiram métodos e técnicas com o potencial de revolucionar a vida humana e os elementos que a compões - como a alimentação e a saúde. De maneira análoga a tal evolução, pode-se afirmar que tais avanços foram e continuam sendo essenciais para melhorar e para facilitar a dinâmica da humanidade, mesmo que ainda se necessite de muita pesquisa e de ética para validar as consequentes técnicas. Dessa forma, há dois fatores que não podem ser negligenciados: os avances da biotecnologia e as dificuldades em alcançá-los seguramente.
Sob essa perspectiva, é válido apontar que a revolução nas técnicas biotecnológicas foram um enorme avanço, já que isso se trata da capacidade de modificar, substituir ou eliminar parte do código genético de seres vivos de acordo com alguma determinada conveniência. A partir disso, ocorreram mudanças impactantes na indústria alimentícia, nos fármacos e na criação de novas espécies - como os alimentos transgênicos, o descobrimento de novas vacinas e a criação de novas raças em espécies animais. Dessa maneira, grande parte dos problemas que assolam a sociedade passaram a ser facilmente sanados, contribuindo, assim, para o desenvolvimento de uma melhor qualidade de vida.
Embora esse avanço pareça ser de caráter unicamente benéfico, é importante estabelecer limites em seu exercício para evitaro surgimento de práticas com consequências devastadoras , assim como o surgimento de problemas de saúde e a eugênia. Ademais, não se pode negligenciar o fato de que, mesmo com a existência de códigos de ética e de leis que determinam limites para tal ato, como o artigo 84 da Constituição federal, existem médicos e cientistas que os ignoram e exercem seus conhecimentos sem medir consequências. Prova disso foi a edição genética feita, ilicitamente, nas irmãs chinesas Lulu e Nana, que ficaram imunes ao vírus HIV, porém correm o risco de ter uma menor expectativa de vida e outros problemas ainda não identificados.
Portanto, a fim de melhor garantir um exercício seguro das técnicas de biotecnologia, cabe ao Ministério da Saúde, por meio da conscientização usando o código de ética e apresentando as experiências comprometedoras já existentes, criar um comitê nacional para discussão a respeito dos limites necessários para exercer a edição genética. Com isso, a exposição da gravidade e do risco desse ató se fará mais evidente, fazendo, logo, com que se explicite a importância da responsabilidade ao trabalhar com esse ramo da ciência. Assim, será possível construir uma sociedade biotecnologicamente mais revolucionada e segura.