Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 07/06/2020
No século passado, durante todo o período influenciado pela Segunda Guerra Mundial, houve um pico de desenvolvimento tecnológico. No entanto, esse desenvolvimento não mostrou-se intrinsecamente bom, mas uma ferramenta frequentemente usada para o mal, sendo o motivo disso, os precários valores éticos daqueles que a possuíam. A biotecnologia, por exemplo, pôde produzir armas biológicas, assim como arquitetou a Penicilina. Decerto, uma duplicidade interessante.
Sob essa perspectiva, Marie Curie, no século XIX, não imaginaria que o isolamento dos elementos Rádio e Plutônio, feito por ela em 1898, levariam, em 1945, ao uso de duas bombas atômicas sobre o Japão. Dessa forma, aplicando o mesmo raciocínio à biotecnologia, confiar o desenvolvimento infrene da área, perante à ética dos países interessados é imprudente, pois assim surgiu o Antraz, por exemplo. Sendo assim, desenvolver eticamente a biotecnologia tem como grande desafio uma eficiente vigilância internacional, para a segurança desses estudos.
Ademais, tratando-se de possíveis armas biológicas, certamente cabe a máxima de Thomas Hobbes: “O Homem é o lobo do Homem”. Em suma, Hobbes pretende evidenciar a característica auto-destrutiva dos humanos. Com isso, a natureza humana é, talvez, o maior empecilho a ser confrontado, pois, visto que é imutável, deve-se aprender a lidar com ela. Inevitavelmente, a mesma tecnologia que salva vidas diariamente com antibióticos e antivirais, produzirá armas químicas mortais no futuro.
À luz disso, os desafios que dificultam a comunhão da biotecnologia à ética são, principalmente, a má intenção daqueles que financiam pesquisas biotecnológicas e, ainda, a tendência do homem de querer impor ameaça e dano à outrem. Assim, faz-se necessário que órgãos como o Conselho de Segurança das Nações Unidas investiguem, por meio de embaixadas diplomáticas, todos os países possíveis. Logo, tendo como fim a descoberta de ameaças à humanidade e submetê-las à Corte de Haia, isto é, mostrar ao mundo que o Tribunal Internacional de Justiça ainda age.