Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 15/06/2020
A série “Black Mirror” mostra como as inovações tecnológicas impactam na vida diária do homem, destacando a interferência nas relações sociais e na ética humana. Hodiernamente, é notório que o conteúdo abordado pela ficção científica futurista permeia entre as dúvidas da população brasileira, principalmente no que tange ao comportamento e à aceitação das pessoas. Isso se deve, sobretudo, à falta de informação dos indivíduos e à alta taxa de produtos que afetam o meio ambiente. Logo, urgem medidas realizadas pelas instituições escolares e pelo Governo para reverter essa situação.
Decerto, o desconhecimento das pessoas leva à ignorância perante a biotecnologia, fomentando a desconfiança na evolução dos estudos dessa área e na ética do pesquisador. A título de ilustração, tem-se a “Revolta da Vacina”, ocorrida no Rio de Janeiro em meados do século XX, a qual foi motivado pelo medo de parte da população dos efeitos desse meio de combate, pois não tinham informação sobre o modo que a vacina age e sobre seus benefícios. Nesse sentido, nota-se o quanto a falta de conhecimento sobre determinados assuntos causa pânico em bastantes indivíduos, levando-os a contestarem a ética e a moral do profissional, como nas pesquisas sobre as células-tronco. Isso se relaciona, muitas vezes, à falta de instrução dessas temáticas no âmbito escolar, as quais optam pelo foque nos vestibulares. Dessarte, é premente que as instituições de ensino modifiquem esse cenário.
Ademais, bastantes produtos alterados geneticamente trazem tanto benefícios como malefícios para o meio ambiente. Nessa toada, tem-se que, segundo o site “gov”, a inserção de transgêneros pode provocar não só a eliminação de algumas espécies, a poluição e a criação de superpragas, mas também o aumento da produção. Nesse contexto, observa-se o quão ambígua é a ação dos organismos geneticamente modificados, podendo ampliar os números da colheita e impactar negativamente a natureza, alterando cadeias alimentares, além de atingir a saúde do homem, como a provocação de alergias. Isso se conecta, em certos casos, ao fomento em pesquises que visam somente a ampliação dos lucros. Diante disso, é perceptível que o Governo deve intervir nesse entrave.
Destarte, percebe-se que os empecilhos da relação entre biotecnologia e ética devem ser combatidos. Para isso, cabe às instituições escolares, por meio de palestras e de feiras científicas, monitoradas por pesquisadores e por cientistas, mostrar aos jovens os impactos das inovações tecnológicas e como elas podem beneficiar o homem , com o fito de tornar adultos cientes dessa temática, realizada sem afetar a ética humana. Outrossim, cabe ao Governo, via drones e monitoramentos, ampliar a fiscalização dos produtos alterados geneticamente. Dessa forma, as inovações, como vistas em “Black Mirror”, poderão ser feitas com a conciliação entre essas temáticas.