Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 02/07/2020
A Revolução Tecnocientífica, ocorrida no século XXI, trouxe diversos avanços tecnológicos. Dentre esses avanços a evolução da biotecnologia se destaca, a qual é a fonte de esperança de várias pessoas para a cura de doenças até então incuráveis. Entretanto, tal área de estudos é acompanhada de grandes polêmicas, uma vez que é um desafio impor limites a algo passivo de pontos de vista amplamente divergentes. Dessa forma, cabe discutir acerca da conciliação da biotecnologia com a ética.
Em primeiro plano, a biotecnologia permite a retirada de genes defeituosos do núcleo celular, de modo que é a melhor chance na cura de várias doenças, como por exemplo a Fibrose Cística, doença na qual um gene promove a inatividade de determinada proteína, trazendo comorbidades a seus portadores e expectativa de vida baixa, entre 30 e 40 anos. Ademais, a biotecnologia é empregada em casos em que a mulher quer engravidar mas naturalmente seria arriscado devido a idade ou outros fatores.
Em segundo plano, segundo a advogada Renata da Rocha, o uso da fertilização in vitro por casais que não teriam qualquer problema em ter filhos, apenas para escolher a cor dos olhos e tentar garantir a ele uma vida saudável ultrapassa os limites da ética. Outrossim, em uma sociedade fortemente influenciada por padrões estéticos e pelo marketing de influenciadores, a preocupação com o limite tecnológico é inevitável.
Logo, medidas devem ser postas em prática para combater essa problemática. Cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Comunicações, promover programas nos grandes meios de comunicação, em que especialistas são convidados para debater, que visam o esclarecimento sobre a Biotecnologia e a Ética. Espera-se com isso que população tenha acesso ao conhecimento de um assunto que reflete imensamente na vida da sociedade como um todo.