Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 03/08/2020
Na obra cinematográfica “Gattaca”, é apresentado um futuro no qual os seres humanos são criados ao meio de permutação genica em laboratórios, bem como as pessoas concebidas biologicamente são consideradas “inválidas”. Não obstante, em plano real, apesar dos avanços serem entendidos como benéficos para a vida, a conciliação da biotecnologia e a ética enfrenta desafios no que tange seus limites, em virtude da negligência ambiental em concórdia com a reafirmação dos valores sociais.
É errôneo afirmar que a biotecnologia surgiu na contemporaneidade. Visto que, posteriormente, a segunda Guerra Mundial o mundo foi palco para o desenvolvimento científico. Nesse sentindo, é incontestável que os avanços científicos contribuíram para vacinas e curas de patologias. Todavia, o aumento irresponsável de consumo de alimentos transgênicos apresentam riscos à saúde humana de maneira insustentável, de forma a menosprezar as gerações futuras. Ademais, a gradação crescente do desmatamento, mas também a liberação de Organismos Geneticamente Modificados-(OGM) tem como consequências, a exposição de espécies a novos patógenos, poluição genética e alteração na dinâmica da população. Desse modo, a ética tem responsabilidade ambiental, uma vez que envolve a melhoria na qualidade de vida coletiva, assim de forma divergente direta com a biotecnologia.
Em esfera contemporânea, observa-se a tentativa de movimentação social que busque efetivar ética biotecnológica. Sendo assim, infere-se a criação em 2005 da Lei 11.105, popularmente conhecida como Lei da Biossegurança, que assegura a implantação de modificações genéticas. À vista disso, a lei regulamenta a produção e comercialização de OGM e a pesquisa com células-tronco. Logo, para garantir que o Brasil siga no caminho da pesquisa e esteja em condições de competir no mercado internacional, de modo que são necessárias o desenvolvimento biotecnológico em conciliação com a ética.
Por conseguinte, cientistas, especialistas ambientais e agentes da saúde devem inconformar-se, bem como engajarem-se no ato de conciliação dos valores éticos na biodiversidade. De tal maneira que reúnam-se em Webnários, juntamente com as Secretarias Saúde, Meio Ambiente e o Instituto Buntantan, com o intuito de institucionalizar o Núcleo do Desenvolvimento Bioético - (NUDEB), o qual proporcionará a Disciplina de Bioética nas instituições de ensino. De forma que não só a Câmara Municipal apoie essa proposição, mas também a Prefeitura a financie, a fim de infligir o uso indevido da ciência, de modo a não produzirem nenhum dano à saúde humana.