Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 07/08/2020
Atualmente, a biotecnologia vem avançando de maneira totalmente rápida, e as vezes nesses avanços acontecem coisas que desrespeitam a ética da sociedade, como fazer o uso da fertilização in vitro por casais que não teriam nenhum problema em ter filhos, apenas para escolher a cor dos olhos do filho e tentar garantir a ele uma vida saudável, é um tipo de tecnologia que ultrapassa a ética, na opinião da advogada renata rocha.
Contudo, segundo o desembargador, Renato Nalini, do Tribunal de Justiça de São paulo, fazer o uso de células-tronco para modificar algo em determinado ser, na maioria das vezes no próprio filho, pode trazer um arrependimento muito grande, pois a pessoa irá escolher modificar o filho para ele ter uma aparência melhor, e pode acabar acontecendo do resultado não ser igual o esperado, fazendo assim com que, quem tenha tomado a decisão de fazer o uso de células-tronco, tenha um arrependimento grandioso.
Além disso, Nalini afirma, que são comuns processos a empresas que desmantam, destrói a natureza e, com o argumento do tipo ‘‘já não havia o que ser feito mesmo’’, pedem para as obras continuarem, a linha entre o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente é realmente difícil de ser limitada, assim como na bioética, mas é preciso traçar fronteiras rígidas, Nalini também afirma, que não é contra a evolução cientifica que podem melhorar as nossas vidas, como a utilização de células-tronco para a produção de órgãos, mas extrapolar esses limites já traz dilemas morais.
Portanto, os únicos que podem colocar limites na biotecnologia, para que não passem dos limites como modificar o próprio filho, é o governo pois o mesmo é o que tem total controle sobre a situação, colocar um limite será muito bom, pois assim as pessoas poderão aceitar diversas coisas sem nem pensar em modifica-la trazendo assim uma qualidade de vida maior com coisas mais naturais.