Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 07/08/2020

Equivocada e pouco racional. Essa é a verdadeira adjetivação para o jeito que as pessoas lidam com a biotecnologia no mundo atual. Por consequência de uma ciência bastante desenvolvida, na maioria das vezes o abuso e a falta de ética ao usá-la podem ser citadas. As pessoas chegam ao ponto de realizar uma fertilização in vitro, só para modificar as características de um embrião. Com certeza, a biotecnologia moderna e a capacidade de alteração do material genético, ajudaram bastante no desenvolvimento tanto da economia, quanto da saúde, entanto, é necessário que “barreiras sejam criadas para que a ciência não ultrapasse a ética”.

Conforme levantamentos realizados pela rede latino-americana de reprodução assistida, o Brasil lidera o ranking de recém-nascidos frutos de fertilização in vitro, inseminação artificial e transferência de embriões, sendo 41,9% dos bebês brasileiros concebidos dessa maneira. Entretanto, muitas mulheres que realizam esse tipo de procedimento conseguem engravidar normalmente, mas, optam pela fertilização in vitro para a possível modificação do DNA de seu embrião, podendo modificar a cor dos olhos, a pele e até mesmo o cabelo. Inquestionavelmente, utilizar-se da manipulação genética por simples preferência ou para obtenção de lucros, vai contra qualquer princípio ético e moral.

Embora a biotecnologia vem contribuindo significativamente para o desenvolvimento do mundo todo, como por exemplo, na produção de alimentos, no controle de pragas, no diagnóstico de doenças e entre tantas outras coisas, é preciso saber que “sempre toda ação, há uma reação”. Por exemplo, os alimentos transgênicos, ou seja, os Alimentos Geneticamente Modificados, possuem vários riscos potenciais à saúde, tendo como principais, o aumento das alergias, o aumento da resistência aos antibióticos, e o aumento no risco de câncer, ou seja, além da questão ética, a saúde também pode ser inserida, já que ela é afetada.

Infere-se portanto, que as barreiras entre a ética e a ciência devem ser construídas para que nenhum princípio moral ou ético seja afetado. Nesse sentido, é necessário que o governo cria uma lei proibindo as mulheres que possuem capacidade de engravidar de realizar o procedimento de fertilização in vitro, tendo como pensão, uma multa, a qual será estabelecida pelo próprio governo, para assim, a ética seja estabelecida.  Além disso, para que doenças por consumos de transgênicos sejam evitadas, é imprescindível que o ministério da saúde realize campanhas contra o consumo excessivo de transgênicos, fazendo cartazes para serem colocados em postos de saúde, praças públicas, ou até mesmo coloque anúncios na TV, evidenciando os danos que os tais podem fazer à saúde das pessoas.