Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 07/08/2020
Segundo a ONU, a biotecnologia é a tecnologia baseada nas ciências biológicas de qualquer nível vistas por um ângulo de riqueza e produção econômica. O termo surgiu em 1919, seguido por grandes avanços nas áreas da agricultura, microbiologia e farmácia. Já na era atual, o grande salto mundial na tecnologia permitiu que ocorressem investimentos em melhoramento genético, assim criando os alimentos transgênicos e até mesmo uma possível alteração do DNA humano. Mas até que ponto isso é ético?
Apesar de a biotecnologia ser imprescindível para vários campos essenciais, até mesmo na criação de tratamentos e curas para doenças, não há como negar que a evolução econômica e tecnológica nem sempre prioriza os valores morais e a saúde. Desde a utilização intensa de agrotóxicos, que geralmente são prejudiciais para a saúde humana e prejudicam o equilíbrio da natureza, até o uso inadequado e questões sociais enraizadas em métodos de gravidez artificial, como o racismo e padrões de beleza (por exemplo, um casal fértil recorrendo à fertilização in vitro apenas para gerar uma criança loira de olhos azuis), existem problemas graves que precisam ser combatidos para que não haja prejuízos futuros.
É necessário que a humanidade e os profissionais da biotecnologia se perguntem se realmente vale a pena utilizar uma ciência tão promissora para técnicas transumanistas e prejudiciais, pois a biotecnologia fez crescer grande parte do que temos acesso hoje, desde antibióticos até grandes descobertas na medicina, agricultura, indústrias, mecanismos de tratamento de água e controle da fome. Segundo o professor Volnei Garrafa, a biologia ética deve ser livre de proibições e limitações, valorizando sua essência, mas com compromisso e responsabilidade. Devem ser incentivadas e financiadas pelos governos de todos os países práticas éticas da biotecnologia, assim respeitando a moral do ser humano e progredindo ainda mais o planeta.